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	<title>Abuso sexual de homens &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<description>Apoio para homens e rapazes vítimas de violência sexual</description>
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	<title>Abuso sexual de homens &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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		<title>Dia do Pai: quando a celebração traz memórias difíceis</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/dia-do-pai-quando-a-celebracao-traz-memorias-dificeis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 08:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Para muitos, o Dia do Pai é um momento de celebração, gratidão e proximidade familiar. As redes sociais são entupidas de fotografias, mensagens de carinho e memórias felizes. Para alguns sobreviventes de violência sexual, no entanto, esta data é vivida de forma muito diferente. Nem todas as histórias com a figura paterna são seguras ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para muitos, o Dia do Pai é um momento de celebração, gratidão e proximidade familiar. As redes sociais são entupidas de fotografias, mensagens de carinho e memórias felizes. Para alguns sobreviventes de violência sexual, no entanto, esta data é vivida de forma muito diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todas as histórias com a figura paterna são seguras ou protetoras. Em muitos casos, quem abusou foi o próprio pai, padrasto ou outra figura masculina próxima; que influencia a forma como o sobrevivente se relaciona com os outros, consigo próprio e com o mundo. É comum que os sobreviventes passem a ver figuras masculinas e/ou de autoridade como ameaçadoras, uma vez que o seu passado foi marcado pelo abuso sexual por parte do pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Noutras situações, o pai não soube ou não quis ver o que estava a acontecer, não acreditou no relato da criança, não conseguiu oferecer a proteção necessária ou até a responsabilizou e a puniu pelo abuso. Independentemente da circunstância, a relação com a figura paterna pode ficar marcada por emoções e sentimentos complexos que ressurgem em datas simbólicas como esta.</span></p>
<h4><b>Um dia emocionalmente confuso</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O Dia do Pai pode reativar memórias difíceis ou emoções que pareciam adormecidas. Tristeza, raiva, confusão, sensação de perda ou até vazio podem surgir quando o discurso dominante à volta desta data fala apenas de amor incondicional, segurança e cuidado. Para quem teve experiências de violência sexual, negligência ou ausência, esse contraste pode ser particularmente doloroso e exacerbar o seu sofrimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante reconhecer que estas reações são naturais. O trauma não desaparece nem dá folga apenas porque o calendário assinala um dia de celebração. As memórias e emoções associadas às experiências de abuso sexual podem ser ativadas por datas, lugares, cheiros, imagens ou narrativas sociais que evocam relações familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns sobreviventes, o Dia do Pai pode também despertar perguntas difíceis: Como continuar a ter uma relação cordial com pai, sabendo que foi este o abusador? Como gerir a dinâmica e harmonia familiar quando o abusador se encontra no centro? Como lidar com a ausência da figura protetora? É possível sentir afeto por alguém que abusou e/ou que também falhou na proteção? Como conciliar as expetativas sociais com a própria história de abuso sexual? Não existem respostas simples para estas questões, apenas que podem ter um impacto devastador no sobrevivente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar que o impacto da violência sexual não se limita ao momento do abuso, envolve também dinâmicas de poder, manipulação, silenciamento e isolamento que se prolongam ao longo do tempo. Quando o abusador é alguém próximo ou quando a proteção falha, a experiência pode afetar profundamente a forma como a pessoa pode voltar a confiar nos outros, a noção de segurança que sente e com os vínculos familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num contexto em que a sociedade tende a celebrar uma visão idealizada da paternidade, pode ser difícil para alguns sobreviventes reconhecer que a sua experiência não se encaixa nessa narrativa. Sentir desconforto neste dia não significa ingratidão, fraqueza ou incapacidade de seguir em frente. Significa apenas que a história do sobrevivente não encaixa nessa narrativa editada do dia. É importante relembrar que os sentimentos dos sobreviventes são válidos e merecem ser respeitados; mesmo que estes sejam ignorados ou apagados pela família, pessoas próximas ou eventos como esta efeméride. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns sobreviventes, o processo de recuperação passa por redefinir o significado de família, de cuidado e de proteção. Pode incluir reconhecer figuras que estiveram presentes de outras formas: um familiar, um professor, um amigo, um mentor. Outras vezes, pode significar simplesmente dar a si próprio o espaço necessário para viver o dia com distância e autocuidado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o Dia do Pai for um dia difícil, é importante lembrar que procurar apoio pode fazer a diferença. Falar sobre o impacto da violência sexual pode ajudar a compreender melhor estas emoções, desenvolver recursos e encontrar estratégias para lidar com elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio sabemos que o caminho de cada sobrevivente é diferente. Há dias que são mais “leves” e outros que podem trazer recordações e sentimentos dolorosos. Em todos eles, o mais importante é lembrar que ninguém precisa de enfrentar estas experiências sozinho e que pode contar connosco.</span></p>
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		<title>Ano novo, vida nova?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/ano-novo-vida-nova-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Dec 2025 09:03:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
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					<description><![CDATA[A entrada num novo ano costuma vir acompanhada de expetativas elevadas, listas de resoluções e da perspetiva de um possível, e até mesmo obrigatório, “recomeço”. Para muitas pessoas, este ritual pode ser motivador. Para homens sobreviventes de violência sexual, porém, esta época do ano pode trazer desafios particulares e, até, problemáticos. A pressão social para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A entrada num novo ano costuma vir acompanhada de expetativas elevadas, listas de resoluções e da perspetiva de um possível, e até mesmo obrigatório, “recomeço”. Para muitas pessoas, este ritual pode ser motivador. Para homens sobreviventes de violência sexual, porém, esta época do ano pode trazer desafios particulares e, até, problemáticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pressão social para definir metas ambiciosas e objetivos de transformação pessoal pode tornar-se pesada. Muitos sobreviventes vivem já com uma exigência interna elevada, marcada por sentimentos de culpa, vergonha ou desvalorização. Quando se estabelecem metas irrealistas ou difíceis de alcançar, o risco é grande: o eventual falhanço pode ser interpretado como prova de incapacidade pessoal. Pensamentos como «não sirvo para nada» ou «nem isto consigo fazer» podem intensificar-se, afetando a autoestima e reforçando narrativas internas duras e injustas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, os objetivos definidos assumem um caráter quase punitivo. Metas excessivamente exigentes, mudanças radicais de comportamento ou compromissos impossíveis de manter podem funcionar como formas de auto exigência extrema ou mesmo de autopunição. Em vez de promoverem crescimento e bem-estar, acabam por gerar frustração, ansiedade e um sentimento de derrota antecipada. Para quem vive com as marcas de um trauma, esta dinâmica pode ser particularmente nociva, porque pode ativar padrões antigos de autocensura e de desvalorização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar que o processo de recuperação não é linear nem obedece ao calendário do ano civil. Não existe obrigação de “começar do zero” em janeiro, nem de apresentar uma versão melhorada de si próprio apenas porque o ano mudou. Para muitos sobreviventes, a prioridade pode ser simplesmente manter alguma estabilidade, cuidar de si ou continuar um trabalho terapêutico já em curso. E isso é, por si só, válido e suficiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se opta por definir metas, é fundamental que estas sejam realistas, poucas e alcançáveis. Objetivos pequenos e concretos tendem a ser mais protetores do que listas extensas e ambiciosas. Por exemplo, em vez de “mudar completamente de vida”, pode ser mais útil pensar em passos simples, como criar uma rotina de sono mais regular, reservar um momento semanal para algo prazeroso ou manter a assiduidade nas sessões de apoio. Cada pequeno avanço conta e merece ser reconhecido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas orientações que podem ajudar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">escolher metas ajustadas ao momento atual de vida, e não a uma ideia idealizada de quem “deveria ser”;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">definir um ou dois objetivos, em vez de muitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">permitir flexibilidade, aceitando que haverá dias ou semanas mais difíceis;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">avaliar os progressos com gentileza, sem auto acusação.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, importa sublinhar que estabelecer metas é uma escolha, não uma obrigação. Há homens que preferem não o fazer, e isso também faz parte de um caminho legítimo. Para quem sente vontade e desejo de definir objetivos, fazê-lo com o apoio de um psicólogo pode ser particularmente útil. Em contexto terapêutico, é possível pensar metas que respeitem o ritmo individual, o impacto do trauma e as necessidades reais do sobrevivente, transformando este exercício num recurso de cuidado e não numa fonte adicional de sofrimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio, reforçamos que cada percurso é único. O ano novo não tem de significar vida nova à força. Pode, simplesmente, significar continuar, com mais apoio, mais consciência e mais auto cuidado.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Leia o testemunho de Rui de 45 anos</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/leia-o-testemunho-de-rui-de-45-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 10:44:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
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		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Cheguei à associação após ouvir o Ângelo num podcast, onde descrevia alguns dos sentimentos com os quais lidava desde há muito. Sentia que vivia uma espécie de vida dupla: perante família, amigos e sociedade apresentava-me com uma segurança e eloquência irrepreensíveis e até destacada; no silêncio do meu isolamento, reprimia-me por me sentir sempre fisicamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei à associação após ouvir o Ângelo num podcast, onde descrevia alguns dos sentimentos com os quais lidava desde há muito.</p>
<p>Sentia que vivia uma espécie de vida dupla: perante família, amigos e sociedade apresentava-me com uma segurança e eloquência irrepreensíveis e até destacada; no silêncio do meu isolamento, reprimia-me por me sentir sempre fisicamente em desvantagem perante os outros homens.</p>
<p>Iniciei a minha vida sexual tardiamente pois, percebo agora, julgava que a minha performance e o meu falo seriam &#8220;avaliados&#8221; e o medo de &#8220;falhar&#8221; remetia-me para um afastamento dessas situações. A masturbação e o recurso à pornografia saciavam a minha pulsão sexual. Após iniciar a minha vida sexual &#8211; e mesmo após a concretização de um casamento &#8211; essa ideia de performance e de permanente comparação com outros continuou, ainda que de um modo mais ou menos inconsciente, associada à prática sexual.</p>
<p>A imagem física que tinha de mim próprio mantinha um padrão de permanente comparação com outros homens, sendo que a comparação era sempre com homens que eu considerava mais viris ou que se aproximavam do meu (pré)conceito do que é ser Masculino. Em suma, saía sempre a perder… e, para além disso, plantava a dúvida acerca de uma orientação sexual indefinida. Não era fácil abordar este tema com quem quer que fosse. Mesmo com a frequência de outras consultas de psicologia estas questões não melhoravam nem encontravam uma resposta.</p>
<p>Após o envio de um primeiro email, com alguma vergonha e mais dúvidas do que certezas, fui &#8220;acolhido&#8221; e iniciou-se o processo.</p>
<p>O processo de recuperação foi intenso e de grande dedicação, tendo a profissional envolvida sido fundamental para ajudar a desconstruir as perceções e sentimentos assimilados ao longo de toda a minha vida. A clarividência da dismorfia que me acompanhava, bem como a humanização das Figuras Masculinas que eram o &#8220;gatilho&#8221; para sentimentos e pensamentos comparativos foram, e são, fundamentais para iniciar uma reconstrução alicerçada em compreensão e (início de) aceitação próprias.</p>
<p>Hoje sinto-me mais capaz de lidar com a minha imagem física e mais preparado para ajudar os que me rodeiam a viverem mais atentos aos padrões que, de modo mais ou menos subliminar, a sociedade nos impõe. As situações de balneários e de exposição do corpo, com os quais me debatia, tornaram-se menos desafiantes e são melhor compreendidas por mim, como sendo consequência do ato continuado a que fui sujeito enquanto criança, abuso esse que nunca se configurou como violento, nem foi intencionalmente doloso, o que o tornou ainda mais difícil de definir como tal.</p>
<p>O grupo de apoio, em articulação com as sessões terapêuticas individuais, permitiu a existência de espaços seguros de partilha com outros homens que, à sua maneira, têm vidas e experiências que me permitem uma identificação e até perspetivar soluções que ajudaram e ajudam a manter-me neste percurso com vista a uma vida mais completa, física e intelectualmente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vida depois do trauma: confiar sem olhar por cima do ombro</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/vida-depois-do-trauma-confiar-sem-olhar-por-cima-do-ombro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 09:06:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Quebrar o Silêncio, acompanhamos de perto o percurso de muitos homens que viveram experiências profundamente marcantes de violência sexual. Sabemos que o caminho da recuperação nem sempre é linear. Por vezes, é duro, exigente, e cheio de hesitações. Mas também sabemos, por escuta direta, que vale a pena. Não porque a memória do trauma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio, acompanhamos de perto o percurso de muitos homens que viveram experiências profundamente marcantes de violência sexual. Sabemos que o caminho da recuperação nem sempre é linear. Por vezes, é duro, exigente, e cheio de hesitações. Mas também sabemos, por escuta direta, que vale a pena. Não porque a memória do trauma se apaga, mas porque deixa de comandar a vida.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Sinto que agora posso caminhar pela rua sem precisar de olhar por cima do ombro. O medo já não manda em mim.»</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo dos anos, são muitos os sobreviventes que partilham connosco o alívio, a leveza e a liberdade que voltaram a sentir depois de terminar o processo terapêutico. São testemunhos que nos lembram que, apesar de tudo, a esperança não é uma ideia abstrata — é uma realidade possível.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Achei que nunca mais ia confiar em ninguém. Mas a verdade é que, com tempo e apoio, recuperei amizades, fiz novas, e deixei de me sentir constantemente em alerta.»</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Estes relatos revelam um ponto comum: a mudança é real. Viver depois do trauma é possível. Mais do que isso, é transformador. Muitos dos homens que nos procuram referem que, após o processo terapêutico, conseguem sentir-se mais inteiros, com mais clareza sobre o que lhes aconteceu e sobre o que merecem. Voltam a sorrir com genuinidade. A apaixonar-se. A dormir sem pesadelos. A fazer planos — não para fugir, mas para viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Depois de anos a viver em modo sobrevivência, sinto que agora estou, finalmente, a viver a minha vida.»</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante dizê-lo: o processo de apoio psicológico pode trazer momentos dolorosos , sim. Toca em feridas antigas, confronta silêncios longos, obriga à verdade. Mas não é um processo solitário. É feito lado a lado, ao ritmo de cada um, com escuta e validação. E o que está do outro lado compensa.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Pela primeira vez, senti que alguém me ouvia sem querer saber todos os pormenores. Isso fez toda a diferença.»</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da Quebrar o Silêncio não apaga o passado. Mas ajuda a ressignificá-lo. A dar nome, a encontrar sentido, a recuperar controlo. A verdade é que são os próprios homens que o dizem:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Procurar a Quebrar o Silêncio foi a melhor decisão da minha vida.»</span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Verão: nem sempre o calor traz bom tempo aos sobreviventes</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/verao-nem-sempre-o-calor-traz-bom-tempo-aos-sobreviventes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 09:07:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
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					<description><![CDATA[O verão é muitas vezes retratado como uma estação leve e despreocupada. Férias, calor, encontros, descanso. Mas para muitos homens sobreviventes de violência sexual, esta época do ano pode ser particularmente difícil. A exposição corporal, os reencontros familiares ou simplesmente o tempo livre podem ativar memórias dolorosas, reacender sensações de vulnerabilidade e aumentar o sofrimento. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O verão é muitas vezes retratado como uma estação leve e despreocupada. Férias, calor, encontros, descanso. Mas para muitos homens sobreviventes de violência sexual, esta época do ano pode ser particularmente difícil. A exposição corporal, os reencontros familiares ou simplesmente o tempo livre podem ativar memórias dolorosas, reacender sensações de vulnerabilidade e aumentar o sofrimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspetos mais sensíveis prende-se com a exposição física. O verão convida a corpos mais descobertos, a momentos de praia ou piscina, a espaços públicos onde o calor favorece o despir-se. Para alguns homens, estes ambientes podem funcionar como um desencadeador de memórias traumáticas. O seu próprio corpo, mas também o corpo dos outros, pode evocar sensações de invasão, vergonha ou desconforto. Não se trata de pudor ou insegurança estética — o que em alguns casos pode, de facto, acontecer —, mas da forma como o corpo se lembra, por vezes, sem aviso, do que foi vivido sem consentimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tempo livre é outro fator que pode dificultar o bem-estar. A quebra da rotina laboral ou escolar pode aumentar os pensamentos intrusivos, a angústia e a sensação de desconexão. A ausência de ocupação e o silêncio exterior podem amplificar o «ruído» interior. Para quem lida com um trauma de abuso sexual, o verão nem sempre é sinónimo de descanso — pode ser uma época emocionalmente exigente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pressão social para «estar bem» — sorrir, relaxar, aproveitar — contribui também para o isolamento de quem não é capaz ou não sente essa disponibilidade. Perguntas como «Porque é que não consigo aproveitar como os outros?» surgem com frequência e geram sentimentos de inadequação, culpa ou fracasso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, esta fase do ano pode estar associada ao aumento de comportamentos de risco, como relações sexuais impulsivas, consumo compulsivo de pornografia ou outras formas de adição, numa tentativa de lidar com o mal-estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, os encontros familiares ou visitas a locais marcados pelo passado podem ser altamente desafiadores. Regressar à terra natal, rever familiares ou estar em ambientes ligados à violência sofrida pode reativar feridas que, por vezes, pareciam já saradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio, reconhecemos que a experiência do verão não é igual para todos. Criámos um espaço seguro e de apoio onde cada homem pode compreender os desencadeadores, desenvolver estratégias de autocuidado e encontrar a segurança necessária.</span></p>
<p>Ajudamos homens vítimas de abuso sexual.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">📧 apoio@quebrarosilencio.pt</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">📞 910 846 589</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">🌐</span><a href="http://www.quebrarosilencio.pt"> <span style="font-weight: 400;">www.quebrarosilencio.pt</span></a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quebrar o Silêncio recebeu 830 pedidos de ajuda de homens e rapazes vítimas de violência sexual</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/quebrar-o-silencio-recebeu-830-pedidos-de-ajuda-de-homens-e-rapazes-vitimas-de-violencia-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 06:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
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					<description><![CDATA[A associação Quebrar o Silêncio recebeu 830 pedidos de ajuda de homens e rapazes vítimas de violência sexual ao longo de oito anos. Em 2024, foram registados 112 novos pedidos de apoio de homens e 50 novos pedidos de familiares e amigos. A entidade destaca a diminuição da média de idades para 31 anos, face [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><b>A associação Quebrar o Silêncio recebeu 830 pedidos de ajuda de homens e rapazes vítimas de violência sexual </b><span style="font-weight: 400;">ao longo de oito anos. </span></h4>
<h4><span style="font-weight: 400;">Em 2024, foram registados 112 novos pedidos de apoio de homens e 50 novos pedidos de familiares e amigos.</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A entidade destaca a </span><b>diminuição da média de idades para 31 anos</b><span style="font-weight: 400;">, face aos 37 registados em 2023 — uma média que se vinha a manter constante desde a fundação da Quebrar o Silêncio, em 2017. No último ano, verificou-se uma redução de 6 anos, com destaque para o número crescente de vítimas mais jovens, sendo a idade mais comum 26 anos. A amplitude etária continua vasta, abrangendo quase seis décadas, com idades entre os 16 e os 69 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">«Este ano, observámos um aumento de pedidos de ajuda de jovens, nomeadamente na casa dos 20 anos, e uma diminuição no grupo etário mais velho. Para a Quebrar o Silêncio, sempre foi um objetivo reduzir o longo período de silêncio dos homens vitimados. Sabemos que, em média, os homens demoram mais de 20 anos a procurar ajuda e, por isso, ficamos muito satisfeitos quando vemos, cada vez mais, jovens a pedir o nosso apoio», refere Ângelo Fernandes, fundador da Quebrar o Silêncio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A associação também salienta a diversidade dos crimes relatados e dos pedidos de apoio. «Nos últimos dois anos, a Quebrar o Silêncio tem registado uma maior diversidade nos pedidos de ajuda, e 2024 não foi exceção. Embora a maioria dos casos relate abusos ocorridos na infância, temos recebido cada vez mais relatos de violência sexual contra homens adultos em diferentes contextos: saúde e cuidados médicos, desporto, relações de intimidade e namoro, assédio sexual no local de trabalho, extorsão sexual (</span><i><span style="font-weight: 400;">sextortion</span></i><span style="font-weight: 400;">), perseguição sexualizada (</span><i><span style="font-weight: 400;">stalking</span></i><span style="font-weight: 400;">), aliciamento </span><i><span style="font-weight: 400;">online </span></i><span style="font-weight: 400;">de menores ou </span><i><span style="font-weight: 400;">chemsex</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para os homens abusados sexualmente na idade adulta, os obstáculos à procura de ajuda podem ser particularmente desafiantes. Ainda prevalece a ideia errada de que um homem adulto não pode ser vítima de abuso sexual, pois é esperado que saiba defender-se ou resolver os seus problemas sozinho. Estes mitos e crenças erradas continuam a adiar os pedidos de apoio», explica Filipa Carvalhinho, coordenadora do Gabinete de Apoio à Vítima da Quebrar o Silêncio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio também continua a registar inúmeros pedidos de apoio de familiares e amigos dos sobreviventes. «Em 2024, recebemos 50 pedidos de familiares e amigos. São pessoas que sentem dificuldade em lidar com a partilha de uma história de abuso por parte de um homem sobrevivente e procuram a Quebrar o Silêncio no sentido de saberem o que dizer e fazer. Por vezes, estas pessoas também necessitam de apoio psicológico para as ajudar a gerir as suas próprias emoções, tal como, o modo como se relacionam com o sobrevivente», esclarece Filipa Carvalhinho.</span></p>
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<p>Leia algumas das notícias e entrevistas da comunicação social:</p>
<p><a href="https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2025/01/23/abusos-sexuais-cada-vez-mais-homens-pedem-ajuda/410790/" target="_blank" rel="noopener">Renascença</a></p>
<p><a href="https://www.jn.pt/1301062890/aumentam-denuncias-de-abusos-sexuais-contra-homens-jovens/" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a></p>
<p><a href="https://www.rtp.pt/noticias/pais/violencia-sexual-pedidos-de-ajuda-de-rapazes-e-homens-estao-a-aumentar_a1629325" target="_blank" rel="noopener">RTP</a></p>
<p><a href="https://sicnoticias.pt/pais/2025-01-23-homens-vitimas-de-violencia-sexual-associacao-recebeu-830-pedidos-de-ajuda-em-oito-anos-45565d3a" target="_blank" rel="noopener">SIC Notícias 1</a></p>
<p><a href="https://www.dn.pt/sociedade/quebrar-o-sil%C3%AAncio-ajudou-mais-de-800-homens-v%C3%ADtimas-de-viol%C3%AAncia-sexual-em-oito-anos" target="_blank" rel="noopener">Diário de Notícias</a></p>
<p><a href="https://cnnportugal.iol.pt/violencia-sexual/quebrar-o-silencio/assediado-por-um-colega-marco-ainda-vive-num-pesadelo-apalpoes-nas-partes-intimas-rocava-se-em-mim/20250123/6791269cd34ef72ee44150d6" target="_blank" rel="noopener">CNN &#8211; notícia + entrevista + testemunho</a></p>
<p><a href="https://cnnportugal.iol.pt/abuso-sexual/quebrar-o-silencio/angelo-foi-vitima-de-abuso-sexual-em-crianca-durante-muitos-anos-senti-uma-culpa-que-nao-era-minha/20250123/679136c2d34e3f0bae99846f" target="_blank" rel="noopener">CNN &#8211; entrevista + testemunho</a></p>
<p><a href="https://www.publico.pt/2025/01/23/sociedade/noticia/homens-vitimas-violencia-sexual-podem-estar-quebrar-silencio-cedo-2119793" target="_blank" rel="noopener">Público</a></p>
<p><a href="https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/associacao-quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a></p>
<p><a href="https://sicnoticias.pt/pais/2025-01-23-video-quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos-3af359d9" target="_blank" rel="noopener">SIC Notícias 2</a></p>
<p><a href="https://www.dnoticias.pt/2025/1/23/435355-quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos/" target="_blank" rel="noopener">DNotícias</a></p>
<p><a href="https://dezanove.pt/quebrar-o-silencio-830-pedidos-de-ajuda-2326679" target="_blank" rel="noopener">Dezanove</a></p>
<p><a href="https://sol.sapo.pt/2025/01/23/quebrar-o-silencio-ajudou-830-homens-vitimas-de-violencia-sexual/" target="_blank" rel="noopener">SOL</a></p>
<p><a href="https://recordeuropa.com/noticias/portugal/associacao-ajudou-mais-de-800-homens-em-oito-anos-23-01-2025-251828" target="_blank" rel="noopener">Record Europa</a></p>
<p><a href="https://ionline.sapo.pt/2025/01/23/quebrar-o-silencio-ajudou-830-homens-vitimas-de-violencia-sexual/" target="_blank" rel="noopener">Jornal i</a></p>
<p><a href="https://radiocomercial.pt/noticia/associacao-quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual" target="_blank" rel="noopener">Rádio Comercial</a></p>
<p><a href="https://www.diarioaveiro.pt/2025/01/23/quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos/" target="_blank" rel="noopener">Diário de Aveiro</a></p>
<p><a href="https://observador.pt/2025/01/23/quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos/" target="_blank" rel="noopener">Observador</a></p>
<p><a href="https://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a></p>
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		<title>Quebrar o Silêncio tem novo website</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/quebrar-o-silencio-tem-novo-website/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 09:28:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[O nosso site é uma fonte de informação para muitos homens que foram vítimas de abuso sexual. Sabemos que os homens que nos contactam leem atentamente o nosso website enquanto procuraram respostas sobre abuso sexual de homens. É um espaço onde também podem ler testemunhos de sobreviventes que procuraram o apoio da Quebrar o Silêncio, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O nosso site é uma fonte de informação para muitos homens que foram vítimas de abuso sexual. Sabemos que os homens que nos contactam leem atentamente o nosso website enquanto procuraram respostas sobre abuso sexual de homens. É um espaço onde também podem ler testemunhos de sobreviventes que procuraram o apoio da Quebrar o Silêncio, tirar dúvidas ou desmistificar ideias erradas sobre violência sexual contra homens.</p>
<p>Da nossa parte, na Quebrar o Silêncio, sempre tivemos o cuidado de construir um site com a informação necessária para garantir a segurança que um sobrevivente procura antes de nos contactar. Esperamos que o novo site seja um passo neste sentido. A nova organização pretende simplificar a &#8220;viagem&#8221; feita pelos sobreviventes para que sintam confiantes em nos contactar.</p>
<p>Um cada seis homens é vítima de alguma forma de violência sexual e queremos que saiba que não está sozinho.</p>
<p>Se tiver alguma questão relacionada com o nosso site, alguma sugestão, dúvida ou correção, estamos disponíveis para ouvi-lo.</p>
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			</item>
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		<title>Violência sexual contra homens na idade adulta</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/violencia-sexual-contra-homens-na-idade-adulta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2022 11:05:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violação de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[A maioria dos crimes de violência sexual contra homens ocorre na infância ou adolescência. No entanto, não podemos esquecer que também há homens que são abusados sexualmente na idade adulta. Nestas situações é comum os sobreviventes partilharem sentimentos de culpa e vergonha por sentirem que não foram capazes de se defender e que falharam no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos crimes de violência sexual contra homens ocorre na infância ou adolescência. No entanto, não podemos esquecer que também há homens que são abusados sexualmente na idade adulta.<br />
Nestas situações é comum os sobreviventes partilharem sentimentos de culpa e vergonha por sentirem que não foram capazes de se defender e que falharam no seu papel enquanto homem. Perante uma situação de perigo, o ser humano reage de forma automática. Fugir, lutar ou paralisar não são escolhas, mas sim respostas involuntárias do cérebro face a uma ameaça, que têm como objetivo a sobrevivência. No entanto, muitos sobreviventes acreditam que, enquanto homens adultos, deveriam ter conseguido defender-se ou evitar que fossem abusados sexualmente. A crença de que um homem adulto não pode estar vulnerável ou numa posição de fragilidade, reforça sentimentos de vergonha, culpa, impotência e fracasso que contribuem para o silêncio de vários homens.</p>
<p>Por vezes, o sobrevivente acredita que por ser adulto, deveria ter tido o controlo da situação, tal como a liberdade de decisão e de escolha. A violência sexual está relacionada com poder, controlo e até humilhação, e este controlo pode ser exercido contra qualquer pessoa, independentemente da idade, sexo ou outras características.</p>
<p>Se é sobrevivente de violência sexual na idade adulta, queremos que saiba que independentemente da sua idade, não é responsável pelo que aconteceu e que não tem que lidar sozinho com as consequências do trauma. Contacte-nos através da Linha de Apoio 910 846 589 ou por escrito através do email apoio@quebrarosilencio.pt. Na Quebrar o Silêncio vai encontrar um espaço seguro e sem juízos de valor.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cenários de guerra: gerir a ansiedade em momentos de crise</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/cenarios-de-guerra-gerir-a-ansiedade-em-momentos-de-crise/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2022 14:07:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Ter sido vítima de violência sexual pode gerar no sobrevivente um constante estado de alerta e de vigília. Esta sensação contínua de perigo potencia sentimentos de insegurança, ansiedade, inquietação, cansaço, dificuldades no sono e de concentração. Os atuais acontecimentos do mundo, como a guerra da Rússia contra a Ucrânia, têm um importante papel no modo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ter sido vítima de violência sexual pode gerar no sobrevivente um constante estado de alerta e de vigília. Esta sensação contínua de perigo potencia sentimentos de insegurança, ansiedade, inquietação, cansaço, dificuldades no sono e de concentração.</p>
<p>Os atuais acontecimentos do mundo, como a guerra da Rússia contra a Ucrânia, têm um importante papel no modo como nos sentimos. Perante a situação de conflito que vivemos na Europa, é natural que sentimentos de ansiedade, medo, impotência, revolta e angústia possam surgir e afetar as vidas de sobreviventes de violência sexual.</p>
<p>O clima de tensão, instabilidade e violência, a exposição continuada a notícias e a perceção da vulnerabilidade humana, podem intensificar o sentimento de insegurança, fazendo com que o sobrevivente se sinta ameaçado ou em perigo.</p>
<p>Em momentos como este é essencial gerir e dosear a exposição a estas notícias e procurar manter práticas de autocuidado que permitam reforçar o sentimento de controlo e potenciar o bem estar.</p>
<p>Se se identifica com este texto e necessita de apoio contacte-nos. A Quebrar o Silêncio está disponível para recebê-lo através da Linha de Apoio 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>“Já tenho uma certa idade: será tarde demais para procurar apoio?”</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/ja-tenho-uma-certa-idade-sera-tarde-demais-para-procurar-apoio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Feb 2022 11:10:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violação de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Em média um homem que foi abusado na infância demora entre 20 a 30 anos até procurar apoio e muitos dos sobreviventes que procuram o nosso apoio têm à volta de 35 anos. No entanto, não significa que seja uma regra aplicada a todos os casos de igual forma. Também recebemos pedidos de jovens com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em média um homem que foi abusado na infância demora entre 20 a 30 anos até procurar apoio e muitos dos sobreviventes que procuram o nosso apoio têm à volta de 35 anos. No entanto, não significa que seja uma regra aplicada a todos os casos de igual forma. Também recebemos pedidos de jovens com 16 anos e de homens com 60, 70 ou até mesmo 80 anos.</p>
<p>Sabemos que, com o avançar da idade, vários homens sobreviventes questionam-se se valerá a pena procurar apoio. A resposta é sim, mas queremos que saiba que é natural sentir-se indeciso. Independentemente da idade que tem agora, não é tarde para procurar apoio.</p>
<p>Depois de passar décadas em silêncio, é comum que um sobrevivente sinta hesitação em procurar apoio e começar o processo de recuperação do trauma. Por vezes, questiona-se se deve &#8220;remexer&#8221; em algo que aconteceu há tanto tempo e falar sobre questões que pareciam estar escondidas ou adormecidas durante a sua vida. Porém, quando refletem sobre este assunto, os sobreviventes reconhecem que, mesmo quando as tentam ignorar, as consequências do abuso estão presentes e afetam o seu dia-a-dia.</p>
<p>Procurar apoio e iniciar o processo de recuperação é uma forma de ultrapassar o impacto dessa experiência traumática, e ter uma vida que deixa de ser afetada pela mesma.</p>
<p>Queremos que saiba que independentemente da idade que tem hoje ou de quando foi vítima de violência sexual, pode sempre procurar apoio para ultrapassar as consequências dessa experiência traumática.</p>
<p>Contacte-nos através do email apoio@quebrarosilencio.pt ou da Linha de Apoio 910 846 589<br />
Não está sozinho, nem é tarde demais para procurar ajuda.<br />
O nosso apoio é gratuito e confidencial.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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