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	<title>António Capelo &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<description>Apoio para homens e rapazes vítimas de violência sexual</description>
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	<title>António Capelo &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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		<title>Quebrar o Silêncio apela à TVI à inclusão de advertência na telenovela Terra Forte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 11:24:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[António Capelo]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio sexual de homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Face às acusações públicas contra o ator António Capelo, a Quebrar o Silêncio apela à produtora Plural Entertainment, à Prime Video e à TVI para que seja inserida uma advertência antes de cada episódio da telenovela Terra Forte, cuja estreia está prevista para meados de outubro. A presença de António Capelo em horário nobre, na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Face às acusações públicas contra o ator António Capelo, a Quebrar o Silêncio apela à produtora Plural Entertainment, à Prime Video e à TVI para que seja inserida uma advertência antes de cada episódio da telenovela </span><i><span style="font-weight: 400;">Terra Forte</span></i><span style="font-weight: 400;">, cuja estreia está prevista para meados de outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de António Capelo em horário nobre, na televisão nacional, poderá afetar profundamente sobreviventes de violência sexual, desencadeando mal-estar, revivência de memórias traumáticas e sentimentos de invalidação das suas vozes e denúncias. Para estas pessoas, ver um alegado agressor em espaços de destaque pode intensificar o sofrimento e gerar a perceção de que a sua experiência é secundarizada, perdendo relevância face ao entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio compreende que a exibição da telenovela </span><i><span style="font-weight: 400;">Terra Forte </span></i><span style="font-weight: 400;">faça parte da grelha televisiva e reconhece que as acusações se tornaram públicas apenas recentemente. No entanto, precisamente por essa razão, considera fundamental que o grupo Media Capital — através da Plural Entertainment e da TVI — introduza uma advertência informativa antes de cada episódio, acompanhada dos contactos das organizações de apoio especializadas, nomeadamente Quebrar o Silêncio, AMCV e UMAR EIR. Trata-se de uma prática já adotada em vários países e que constitui um sinal de responsabilidade e compromisso social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este gesto simples, mas essencial, demonstra respeito pelas vítimas e contribui para uma cultura mediática mais consciente e responsável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio propõe-se a ajudar, em diferentes capacidades, avançando, desde já com uma proposta da advertência a incluir:</span></p>
<p><b>O assédio e o abuso sexual são crimes graves, com potencial traumático que pode devastar profundamente a vida das vítimas.</b></p>
<p><b>Se é ou foi vítima ou conhece alguém que o tenha sido, saiba que não está sozinho. Peça ajuda:</b></p>
<p><b>📞 Quebrar o Silêncio (apoio para homens e rapazes vítimas de abusos sexuais) — 910 846 589 — apoio@quebrarosilencio.pt</b></p>
<p><b>📞 Associação de Mulheres contra a Violência — 962 048 272 — ca@amcv.org.pt</b></p>
<p><b>📞 UMAR Eir – 914 736 078 — 220 933 787 —eir.centro@gmail.com</b></p>
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		<title>António Capelo e as vítimas de assédio e abuso sexual</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/antonio-capelo-e-as-vitimas-de-assedio-e-abuso-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Sep 2025 14:33:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[António Capelo]]></category>
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					<description><![CDATA[A Quebrar o Silêncio, associação de apoio a homens sobreviventes de violência sexual, manifesta a sua profunda preocupação perante os testemunhos públicos que descrevem situações de assédio e violência sexual atribuídas ao ator e professor António Capelo, alguns envolvendo menores de idade, ocorridos ao longo de décadas. Segundo Ângelo Fernandes, fundador da associação, «estes relatos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio, associação de apoio a homens sobreviventes de violência sexual, manifesta a sua profunda preocupação perante os testemunhos públicos que descrevem situações de assédio e violência sexual atribuídas ao ator e professor António Capelo, alguns envolvendo menores de idade, ocorridos ao longo de décadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo Ângelo Fernandes, fundador da associação, «estes relatos são perturbadores, mas não surpreendentes. Perturbadores porque descrevem abusos sexuais que não deveriam ter lugar em nenhum espaço de ensino ou de criação artística. Não surpreendentes porque seguem um guião que conhecemos demasiado bem: o de abusadores que exploram posições de poder, beneficiam de silêncio cúmplice e recorrem a estratégias repetidas de manipulação e controlo das vítimas».</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que está em causa, sublinha a Quebrar o Silêncio, não é apenas a conduta de um homem isolado, mas uma dinâmica estrutural. «O que une Capelo a tantos outros não é a biografia, mas a posição assimétrica de poder em relação às vítimas. Professor, diretor artístico, figura pública com prestígio, explora jovens em formação, desejosos de reconhecimento», afirma Ângelo Fernandes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os testemunhos públicos descrevem um padrão já identificado na literatura especializada e no </span><a href="https://www.quebrarosilencio.pt/wp-content/uploads/2023/11/guia-prevencao-da-vscc-web.pdf"><span style="font-weight: 400;">guia de prevenção da Quebrar o Silêncio</span></a><span style="font-weight: 400;">: aproximação progressiva, contactos aparentemente inofensivos, mensagens sexualizadas, dessensibilização ao toque e, finalmente, cruzamento das fronteiras entre pedagogia e intimidade. «É um processo de escalada que mina a resistência das vítimas, sem que estas se apercebam, e que explora as suas vulnerabilidades», refere o diretor da associação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal como em muitos outros casos, perante as denúncias, a resposta de Capelo segue também um guião conhecido: negar intenções, justificar comportamentos como expressão de afeto ou liberdade artística e contra-atacar através de queixas por difamação. «Quando um abusador apresenta uma queixa-crime contra iniciativas que procuram dar voz às vítimas, como a página </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Tenhas Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">, não está apenas a defender-se: está a tentar inverter a posição de poder e intimidar quem denuncia», alerta Ângelo Fernandes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio recorda que as consequências do abuso sexual não se esgotam no momento do abuso sexual. «Na nossa experiência de acompanhamento, ouvimos homens que viveram situações semelhantes e carregaram durante anos o peso do silêncio e da vergonha. Muitos não reconheceram de imediato o que lhes acontecia como abuso, mas sofreram as consequências ao longo da vida: ansiedade, depressão, dificuldades em estabelecer relações de confiança, impacto nas relações afetivas e sexuais.»</span></p>
<h3><b>Apelo à ação coletiva</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio sublinha que não basta olhar para o caso como sendo pontual: é preciso questionar o contexto. «O teatro é um espaço de criação, mas não pode ser palco de impunidade. Não haja ilusões: António Capelo não está sozinho. Há muitos outros em escolas, clubes, igrejas, empresas, associações culturais e desportivas. Todos dependem da mesma equação: poder de um lado, vulnerabilidade do outro; silêncio cúmplice em redor; descrédito das vítimas quando falam. É esta estrutura que permite que o abuso se perpetue», frisa Ângelo Fernandes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio defende medidas concretas e urgentes: canais seguros de denúncia, políticas públicas centradas na proteção das vítimas, formação obrigatória para todos os profissionais que trabalhem com crianças e jovens, e um compromisso coletivo de acreditar nas vítimas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">«Se não aprendermos com este caso, haverá muitos outros. A cada silêncio e a cada descrédito, a sociedade portuguesa torna-se cúmplice dos abusadores, e o Estado não pode continuar a falhar neste dever fundamental de proteção», conclui Fernandes.</span></p>
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