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	<title>Consentimento &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<description>Apoio para homens e rapazes vítimas de violência sexual</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Feb 2026 12:01:12 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Consentimento &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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		<title>Dia de São Valentim: quando a celebração reabre feridas</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/dia-de-sao-valentim-quando-a-celebracao-reabre-feridas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 11:59:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Iniciar ou manter uma relação amorosa pode ser um desafio particularmente exigente para os sobreviventes, ainda que, para as outras pessoas, essa dificuldade não seja percetível. Com a proximidade do Dia de São Valentim, é comum sermos bombardeados com publicidade a jantares românticos, escapadinhas a dois e presentes “perfeitos”. As redes sociais enchem-se de fotografias [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<h5>Iniciar ou manter uma relação amorosa pode ser um desafio particularmente exigente para os sobreviventes, ainda que, para as outras pessoas, essa dificuldade não seja percetível.</h5>
</blockquote>
<p>Com a proximidade do Dia de São Valentim, é comum sermos bombardeados com publicidade a jantares românticos, escapadinhas a dois e presentes “perfeitos”. As redes sociais enchem-se de fotografias de casais felizes, declarações públicas de amor e promessas de felicidade a dois. Para muitas pessoas, este dia é vivido como uma celebração. Para outros, para os homens sobreviventes de violência sexual, o Dia dos Namorados pode ser particularmente desconfortável e doloroso.</p>
<p>A violência sexual deixa marcas profundas na forma como uma pessoa se relaciona com o próprio corpo, com a intimidade e com os outros. Muitos sobreviventes enfrentam dificuldades em criar ou manter relações íntimas saudáveis e duradouras. O contacto físico, a proximidade emocional, a vulnerabilidade e a confiança — elementos frequentemente romantizados nesta data — podem estar associados a medo, confusão, culpa ou vergonha. Iniciar ou manter uma relação amorosa pode ser um desafio particularmente exigente para os sobreviventes, ainda que, para as outras pessoas, essa dificuldade não seja percetível.</p>
<p>Perante esta exibição constante de amor e felicidade, o sobrevivente pode sentir que está a falhar. Pode comparar-se com o que vê à sua volta e concluir, injustamente, que há algo de errado consigo por não conseguir manter uma relação ou por não sentir que não corresponde ao que “deveria” sentir. Não é raro surgirem pensamentos como: “Nunca vou ser capaz de amar”, “Ninguém me vai amar” ou “Nunca serei feliz numa relação”. Estes pensamentos podem ser profundamente desconcertantes e gerar sentimentos intensos de tristeza, solidão e desesperança em relação ao futuro.</p>
<p>A pressão social associada ao Dia de São Valentim agrava este sofrimento. A ideia de que é preciso estar numa relação para ser feliz, completo ou valorizado é repetida até à exaustão. Para um sobrevivente, esta narrativa pode reforçar a sensação de exclusão e inadequação, como se estivesse permanentemente fora do lugar, a assistir a uma felicidade que lhe parece inacessível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há ainda outro aspeto frequentemente esquecido: o trauma não afeta apenas a relação com os outros, afeta também a relação consigo próprio. Muitos homens sobreviventes carregam uma visão distorcida do seu valor, da sua desejabilidade e da sua capacidade de estabelecer vínculos seguros. Datas como o Dia dos Namorados podem reativar feridas antigas, despertar memórias difíceis ou intensificar a autocrítica e o isolamento.</p>
<p>É importante lembrar que o amor não se resume a uma relação romântica, nem a felicidade depende de estar acompanhado. O discurso dominante em torno do Dia de São Valentim ignora a importância do amor-próprio, do autocuidado e das múltiplas formas de relação significativa — amizades, relações familiares, ligações comunitárias ou, simplesmente, a construção de uma relação mais segura consigo próprio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para homens sobreviventes de violência sexual, o caminho passa muitas vezes por reconstruir, passo a passo, a noção de intimidade, aprender a confiar novamente e permitir-se viver relações que respeitem o seu ritmo, os seus limites e a sua história. Não há prazos, modelos nem obrigações. Não estar numa relação não é um fracasso. Sentir dificuldade em amar não é uma falha pessoal: é, muitas vezes, uma resposta ao trauma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se o Dia de São Valentim lhe trouxer desconforto, tristeza ou isolamento, procurar apoio pode fazer a diferença. Falar com alguém que compreenda o impacto da violência sexual na vida emocional e relacional é um passo legítimo e importante. Na Quebrar o Silêncio, estamos aqui para apoiar hoje, neste dia, e em todos os outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pratica Chemsex? Tudo bem, vamos falar de segurança?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/pratica-chemsex-tudo-bem-vamos-falar-de-seguranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 10:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Chemsex]]></category>
		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Para algumas pessoas, o Chemsex pode ser vivido como uma experiência de libertação, um espaço onde a sexualidade pode atingir um grau de intensidade que, por várias razões, se encontra fora do seu alcance. Na Quebrar o Silêncio não julgamos práticas sexuais nem escolhas individuais, mas queremos trazer à conversa algo que raramente se fala: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para algumas pessoas, o Chemsex pode ser vivido como uma experiência de libertação, um espaço onde a sexualidade pode atingir um grau de intensidade que, por várias razões, se encontra fora do seu alcance. Na Quebrar o Silêncio não julgamos práticas sexuais nem escolhas individuais, mas queremos trazer à conversa algo que raramente se fala: </span><b>o risco de violência sexual nestes contextos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em redução de riscos no Chemsex, pensa-se sobretudo no uso de substâncias — a qualidade da droga, a dosagem, a origem, o </span><i><span style="font-weight: 400;">drug checking</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas </span><b>a redução de riscos também deve incluir o risco de abuso sexual</b><span style="font-weight: 400;">, que é real e está presente em vários dos relatos dos homens que chegam à Quebrar o Silêncio. A realidade é que a maioria destes homens não fala destas experiências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recebemos, com frequência, homens que foram abusados sexualmente durante festas de Chemsex. Muitos não conseguem reconhecer de imediato que o que viveram foi violência sexual. </span><b>Confundem o abuso com uma «má experiência sexual»</b><span style="font-weight: 400;">, algo que correu mal, que foi desconfortável, confusa, dolorosa, ou até traumática, mas que não se encaixa, à primeira vista, na imagem que têm do que é uma violação ou outros atos de abuso sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte desta dificuldade vem da </span><b>ideia errada de que o consentimento está garantido à partida</b><span style="font-weight: 400;"> por terem aceitado participar ou por terem sido os organizadores da festa, por terem adquirido as substâncias ou por terem dito «sim» no início. No entanto, </span><b>o consentimento (seja de quem convida ou de que é convidado) tem de ser dado de forma livre, informada e contínua; e o consumo de drogas compromete essa liberdade</b><span style="font-weight: 400;">. Se a pessoa está inconsciente, dissociada, excessivamente intoxicada, </span><b>não há consentimento possível</b><span style="font-weight: 400;">. E aqui entramos no domínio da violência sexual e do crime.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também existe o medo do julgamento. Muitos sobreviventes receiam ser culpabilizados por usarem drogas, por terem relações com múltiplas pessoas ou por se envolverem em práticas fora do «aceitável». Receiam os olhares de reprovação de profissionais de saúde, da polícia, da família ou até de pessoas amigas. E assim, o silêncio impõe-se. Um silêncio que protege os agressores e prolonga o sofrimento de quem foi vítima de abuso sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há ainda quem interiorize que </span><b>«faz parte da cultura»</b><span style="font-weight: 400;">, como se fosse inevitável que, mais cedo ou mais tarde, algo corra mal. Como se o abuso fosse o preço a pagar por viver uma sexualidade lida como «fora da norma» ou «libertina». Esta naturalização da violência é uma </span><b>forma perigosa de normalizar a violação em certos contextos</b><span style="font-weight: 400;"> e contribui para a ideia errada de auto culpabilidade da própria vítima, pelo que é urgente combatê-la.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio ajudamos homens e rapazes, bem como pessoas trans e não binárias, que tenham sido abusados sexualmente em contexto de Chemsex.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio encontram um espaço seguro para falar das experiências sem juízos de valor. Quem nos procura, encontra escuta e empatia. Independentemente das circunstâncias, do grau de envolvimento ou da forma como começou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A culpa nunca é da vítima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A responsabilidade é sempre de quem abusa.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quebrar o Silêncio recebeu 830 pedidos de ajuda de homens e rapazes vítimas de violência sexual</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/quebrar-o-silencio-recebeu-830-pedidos-de-ajuda-de-homens-e-rapazes-vitimas-de-violencia-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 06:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Chemsex]]></category>
		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[A associação Quebrar o Silêncio recebeu 830 pedidos de ajuda de homens e rapazes vítimas de violência sexual ao longo de oito anos. Em 2024, foram registados 112 novos pedidos de apoio de homens e 50 novos pedidos de familiares e amigos. A entidade destaca a diminuição da média de idades para 31 anos, face [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><b>A associação Quebrar o Silêncio recebeu 830 pedidos de ajuda de homens e rapazes vítimas de violência sexual </b><span style="font-weight: 400;">ao longo de oito anos. </span></h4>
<h4><span style="font-weight: 400;">Em 2024, foram registados 112 novos pedidos de apoio de homens e 50 novos pedidos de familiares e amigos.</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A entidade destaca a </span><b>diminuição da média de idades para 31 anos</b><span style="font-weight: 400;">, face aos 37 registados em 2023 — uma média que se vinha a manter constante desde a fundação da Quebrar o Silêncio, em 2017. No último ano, verificou-se uma redução de 6 anos, com destaque para o número crescente de vítimas mais jovens, sendo a idade mais comum 26 anos. A amplitude etária continua vasta, abrangendo quase seis décadas, com idades entre os 16 e os 69 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">«Este ano, observámos um aumento de pedidos de ajuda de jovens, nomeadamente na casa dos 20 anos, e uma diminuição no grupo etário mais velho. Para a Quebrar o Silêncio, sempre foi um objetivo reduzir o longo período de silêncio dos homens vitimados. Sabemos que, em média, os homens demoram mais de 20 anos a procurar ajuda e, por isso, ficamos muito satisfeitos quando vemos, cada vez mais, jovens a pedir o nosso apoio», refere Ângelo Fernandes, fundador da Quebrar o Silêncio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A associação também salienta a diversidade dos crimes relatados e dos pedidos de apoio. «Nos últimos dois anos, a Quebrar o Silêncio tem registado uma maior diversidade nos pedidos de ajuda, e 2024 não foi exceção. Embora a maioria dos casos relate abusos ocorridos na infância, temos recebido cada vez mais relatos de violência sexual contra homens adultos em diferentes contextos: saúde e cuidados médicos, desporto, relações de intimidade e namoro, assédio sexual no local de trabalho, extorsão sexual (</span><i><span style="font-weight: 400;">sextortion</span></i><span style="font-weight: 400;">), perseguição sexualizada (</span><i><span style="font-weight: 400;">stalking</span></i><span style="font-weight: 400;">), aliciamento </span><i><span style="font-weight: 400;">online </span></i><span style="font-weight: 400;">de menores ou </span><i><span style="font-weight: 400;">chemsex</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para os homens abusados sexualmente na idade adulta, os obstáculos à procura de ajuda podem ser particularmente desafiantes. Ainda prevalece a ideia errada de que um homem adulto não pode ser vítima de abuso sexual, pois é esperado que saiba defender-se ou resolver os seus problemas sozinho. Estes mitos e crenças erradas continuam a adiar os pedidos de apoio», explica Filipa Carvalhinho, coordenadora do Gabinete de Apoio à Vítima da Quebrar o Silêncio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio também continua a registar inúmeros pedidos de apoio de familiares e amigos dos sobreviventes. «Em 2024, recebemos 50 pedidos de familiares e amigos. São pessoas que sentem dificuldade em lidar com a partilha de uma história de abuso por parte de um homem sobrevivente e procuram a Quebrar o Silêncio no sentido de saberem o que dizer e fazer. Por vezes, estas pessoas também necessitam de apoio psicológico para as ajudar a gerir as suas próprias emoções, tal como, o modo como se relacionam com o sobrevivente», esclarece Filipa Carvalhinho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia algumas das notícias e entrevistas da comunicação social:</p>
<p><a href="https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2025/01/23/abusos-sexuais-cada-vez-mais-homens-pedem-ajuda/410790/" target="_blank" rel="noopener">Renascença</a></p>
<p><a href="https://www.jn.pt/1301062890/aumentam-denuncias-de-abusos-sexuais-contra-homens-jovens/" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a></p>
<p><a href="https://www.rtp.pt/noticias/pais/violencia-sexual-pedidos-de-ajuda-de-rapazes-e-homens-estao-a-aumentar_a1629325" target="_blank" rel="noopener">RTP</a></p>
<p><a href="https://sicnoticias.pt/pais/2025-01-23-homens-vitimas-de-violencia-sexual-associacao-recebeu-830-pedidos-de-ajuda-em-oito-anos-45565d3a" target="_blank" rel="noopener">SIC Notícias 1</a></p>
<p><a href="https://www.dn.pt/sociedade/quebrar-o-sil%C3%AAncio-ajudou-mais-de-800-homens-v%C3%ADtimas-de-viol%C3%AAncia-sexual-em-oito-anos" target="_blank" rel="noopener">Diário de Notícias</a></p>
<p><a href="https://cnnportugal.iol.pt/violencia-sexual/quebrar-o-silencio/assediado-por-um-colega-marco-ainda-vive-num-pesadelo-apalpoes-nas-partes-intimas-rocava-se-em-mim/20250123/6791269cd34ef72ee44150d6" target="_blank" rel="noopener">CNN &#8211; notícia + entrevista + testemunho</a></p>
<p><a href="https://cnnportugal.iol.pt/abuso-sexual/quebrar-o-silencio/angelo-foi-vitima-de-abuso-sexual-em-crianca-durante-muitos-anos-senti-uma-culpa-que-nao-era-minha/20250123/679136c2d34e3f0bae99846f" target="_blank" rel="noopener">CNN &#8211; entrevista + testemunho</a></p>
<p><a href="https://www.publico.pt/2025/01/23/sociedade/noticia/homens-vitimas-violencia-sexual-podem-estar-quebrar-silencio-cedo-2119793" target="_blank" rel="noopener">Público</a></p>
<p><a href="https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/associacao-quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos" target="_blank" rel="noopener">Correio da Manhã</a></p>
<p><a href="https://sicnoticias.pt/pais/2025-01-23-video-quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos-3af359d9" target="_blank" rel="noopener">SIC Notícias 2</a></p>
<p><a href="https://www.dnoticias.pt/2025/1/23/435355-quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos/" target="_blank" rel="noopener">DNotícias</a></p>
<p><a href="https://dezanove.pt/quebrar-o-silencio-830-pedidos-de-ajuda-2326679" target="_blank" rel="noopener">Dezanove</a></p>
<p><a href="https://sol.sapo.pt/2025/01/23/quebrar-o-silencio-ajudou-830-homens-vitimas-de-violencia-sexual/" target="_blank" rel="noopener">SOL</a></p>
<p><a href="https://recordeuropa.com/noticias/portugal/associacao-ajudou-mais-de-800-homens-em-oito-anos-23-01-2025-251828" target="_blank" rel="noopener">Record Europa</a></p>
<p><a href="https://ionline.sapo.pt/2025/01/23/quebrar-o-silencio-ajudou-830-homens-vitimas-de-violencia-sexual/" target="_blank" rel="noopener">Jornal i</a></p>
<p><a href="https://radiocomercial.pt/noticia/associacao-quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual" target="_blank" rel="noopener">Rádio Comercial</a></p>
<p><a href="https://www.diarioaveiro.pt/2025/01/23/quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos/" target="_blank" rel="noopener">Diário de Aveiro</a></p>
<p><a href="https://observador.pt/2025/01/23/quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos/" target="_blank" rel="noopener">Observador</a></p>
<p><a href="https://www.sabado.pt/ultima-hora/detalhe/quebrar-o-silencio-ajudou-mais-de-800-homens-vitimas-de-violencia-sexual-em-oito-anos" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Violência sexual no ensino superior: os primeiros meses são os mais perigosos</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/violencia-sexual-no-ensino-superior-os-primeiros-meses-sao-os-mais-perigosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 10:31:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino superior]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o início do calendário escolar 2024/2025, a Quebrar o Silêncio alerta para o facto de que a violência sexual no contexto do ensino superior ocorre principalmente nos primeiros quatro meses do ano letivo. De acordo com o estudo americano Campus Sexual Assault Study e a entidade RAINN, mais de 50% dos casos de abuso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com o início do calendário escolar 2024/2025, a Quebrar o Silêncio alerta para o facto de que a violência sexual no contexto do ensino superior ocorre principalmente nos primeiros quatro meses do ano letivo. De acordo com o estudo americano </span><i><span style="font-weight: 400;">Campus Sexual Assault Study </span></i><span style="font-weight: 400;">e a entidade </span><i><span style="font-weight: 400;">RAINN</span></i><span style="font-weight: 400;">, mais de 50% dos casos de abuso sexual em universidades e institutos politécnicos acontecem entre agosto e dezembro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início do ano letivo, a pressão social para criar novos laços e amizades pode colocar alguns jovens, especialmente os caloiros, em situações de vulnerabilidade. Rituais de integração, como a receção dos caloiros, festas de boas-vindas e praxes — onde as relações assimétricas e abuso de poder podem ser particularmente sentidas — são alguns dos contextos onde a violência sexual pode ocorrer. A Quebrar o Silêncio relembra que, ao contrário do mito do &#8220;desconhecido que viola&#8221;, na maioria dos casos o abusador é conhecido da vítima e estabelece uma relação de confiança com ela.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Praxes que visam a submissão e o poder sobre o outro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio alerta para as praxes, onde são conhecidos casos em que caloiros e caloiras são levados a simular atos sexuais entre si ou a expor a genitália masculina como parte de &#8220;rituais de iniciação&#8221;, entre outras práticas sexualizadas. Estes comportamentos muitas vezes inviabilizam o exercício pleno do consentimento, uma vez que os caloiros sentem a pressão e se sentem pressionados a integrar-se, existindo uma cultura que promove a hierarquização das relações e reforça a assimetria e o abuso de poder por parte de quem realiza as praxes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de que &#8220;é só uma brincadeira&#8221; e que &#8220;para o ano é a tua vez de fazeres o mesmo&#8221; alimenta um ciclo de repetição destes atos, diluindo a perceção da violência, especialmente quando casos de abuso sexual são apresentados como inofensivos ou meras brincadeiras. O facto de estas situações acontecerem na presença de outros pode levar a vítima a desvalorizar os comportamentos abusivos, e a pressão para não ser quem &#8220;estraga a festa&#8221; pode também contribuir para que as vítimas permaneçam em silêncio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Alguns dados relevantes:</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Report on the AAU Campus Climate Survey on Sexual Assault and Sexual Misconduct</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2020 indica que 13% de todos os estudantes são vítimas de violação ou abuso sexual através de força física, violência ou incapacitação. Entre os estudantes de pós-graduação e profissionais do ensino superior, 9,7% das mulheres e 2,5% dos homens são vítimas de violação ou abuso sexual por meios semelhantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o relatório do </span><i><span style="font-weight: 400;">Department of Justice, Office of Justice Programs, Bureau of Justice Statistics</span></i><span style="font-weight: 400;">, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Rape and Sexual Victimization Among College-Aged Females</span></i><span style="font-weight: 400;">, os estudantes universitários do sexo masculino, com idades entre os 18 e 24 anos, têm 78% mais probabilidades de serem vítimas de violência sexual do que os não estudantes da mesma faixa etária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das vítimas não denuncia o crime, nem procura apoio, o que agrava a invisibilidade do problema e dificulta o acesso aos serviços de apoio à vítima.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Plano de segurança</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Se é estudante do ensino superior, pondere criar um plano de segurança:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Partilhe com alguém da sua confiança os eventos em que vai participar, a localização e com quem vai. Se houver alterações de planos, informe essa pessoa. Criar um grupo de conversa com pessoas de confiança (ex: no WhatsApp) pode ajudar a manter essas informações atualizadas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Se algum avanço ou linguagem corporal o incomodar, não o desvalorize. Assegure-se de que se sente confortável e seguro. Confie no seu instinto – se algo lhe parece errado, é porque provavelmente está. Não subestime a importância da sua intuição.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Se notar que um colega ou uma colega parece desconfortável, pergunte-lhe se está tudo bem e se precisa de sair do evento.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Relembramos que a culpa e responsabilidade da violência sexual é sempre de quem abusa, nunca da vítima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Peça ajuda</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Se foi vítima de violência sexual ou passou por alguma situação que não compreende bem, contacte a Quebrar o Silêncio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O apoio é confidencial e gratuito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">910 846 589</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">apoio@quebrarosilencio.pt</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Tive uma ereção durante o abuso. E agora?&#8221;</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/tive-uma-erecao-durante-o-abuso-e-agora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jan 2023 11:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Tive uma ereção durante o abuso. E agora?&#8221; Muitos homens culpabilizam-se pelo abuso de que foram vítimas porque tiveram uma ereção. Terem experienciado uma ereção (e terem atingido o orgasmo ou ejaculado) durante o abuso, dificulta a gestão e interpretação correta da violência sexual. Este questionamento gera fortes sentimentos de culpa e de vergonha intensa. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>&#8220;Tive uma ereção durante o abuso. E agora?&#8221;</strong></em></p>
<p>Muitos homens culpabilizam-se pelo abuso de que foram vítimas porque tiveram uma ereção.</p>
<p>Terem experienciado uma ereção (e terem atingido o orgasmo ou ejaculado) durante o abuso, dificulta a gestão e interpretação correta da violência sexual. Este questionamento gera fortes sentimentos de culpa e de vergonha intensa. Muitos homens perguntam-se se eles próprios desejaram o abuso, ou se deram algum sinal que possa ter sido mal interpretado como consentimento.</p>
<p>É, por isso, fundamental compreender que ter tido uma ereção não significa que o homem tenha procurado ser sexualmente abusado, nem dado consentimento. Também é importante reconhecer que há ereções espontâneas, motivadas por momentos de stress, ansiedade ou medo. Mesmo que a ereção seja uma reação ao toque ou estímulo, tal não valida o abuso sexual, nem o torna menos traumático.</p>
<blockquote><p>Ter tido uma ereção não significa que o homem tenha procurado ser sexualmente abusado, nem dado consentimento.</p></blockquote>
<p>No processo de apoio na Quebrar o Silêncio esta e outras questões associadas são desconstruídas. Os homens compreendem que a ereção não justifica o abuso, não o torna menos doloroso ou não retira o impacto traumático que possa ter tido.</p>
<p>Se este foi o seu caso, não adie mais, peça ajuda hoje.<br />
Linha de apoio: 910 846 589<br />
Email: apoio@quebrarosilencio.pt</p>
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		<title>Consentimento ou sobrevivência?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/consentimento-ou-sobrevivencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Sep 2021 10:53:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Por vezes, é difícil para alguns homens compreender porque é que uma vítima de violência sexual pode paralisar numa situação de abuso em vez de lutar para se proteger ou tentar fugir. Esta incompreensão pode levar a um julgamento, errado, de que houve consentimento. Numa situação de violência é natural existir uma reação automática do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por vezes, é difícil para alguns homens compreender porque é que uma vítima de violência sexual pode paralisar numa situação de abuso em vez de lutar para se proteger ou tentar fugir. Esta incompreensão pode levar a um julgamento, errado, de que houve consentimento.</p>
<p>Numa situação de violência é natural existir uma reação automática do nosso corpo ao medo e ao perigo. Esta resposta pode passar pela luta, pela fuga ou pela completa paralisação. Embora todos sejamos diferentes e lidemos de maneira diferente com as situações, a reação de paralisação é bastante comum em episódios de violência sexual. Isto quer dizer que, perante a presença do abusador, a vítima pode congelar, ficar sem reação e não conseguir dizer que não, evitar o abuso ou sair da situação.</p>
<p>É importante compreender que, perante uma situação percecionada como perigosa, o cérebro funciona automaticamente no sentido de nos proteger e este mecanismo não pode ser usado para desresponsabilizar o abusador e culpabilizar a vítima.</p>
<p>Perceber que esta é uma resposta natural e automática, pode ajudar a desconstruir a ideia de que houve envolvimento consentido e minimizar sentimentos de culpa e frustração que um homem vítima possa sentir.</p>
<p>Pode ler mais um pouco sobre consentimento no nosso artigo <a href="https://quebrarosilencio.pt/por-que-e-que-eu-nao-disse-que-nao/"><em><strong>Porque é que eu não disse que não?</strong></em></a>, mas se tem dúvidas ou se se identifica com este texto enquanto vítima de violência sexual, contacte-nos através da Linha de Apoio 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt.</p>
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		<title>“Por que é que eu não disse que não?”</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/por-que-e-que-eu-nao-disse-que-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Sep 2021 10:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[É comum que um homem que foi vítima de violência sexual se questione se consentiu o abuso. É natural que se reflita sobre o porquê de não ter dito que não, de não ter conseguido impedir o abuso ou mesmo de não ter conseguido fugir. São questões que estão ancoradas em sentimentos de culpa e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É comum que um homem que foi vítima de violência sexual se questione se consentiu o abuso. É natural que se reflita sobre o porquê de não ter dito que não, de não ter conseguido impedir o abuso ou mesmo de não ter conseguido fugir. São questões que estão ancoradas em sentimentos de culpa e que alimentam, não só essa culpa, como sentimentos de vergonha e que podem tornar-se extremamente disruptivos.</p>
<p><strong>Antes de avançar, importa esclarecer que numa situação de abuso a responsabilidade é exclusivamente do abusador e nunca da vítima.</strong></p>
<p>No apoio psicológico que prestamos é comum ouvirmos sobreviventes que dizem “eu não evitei”, “eu não disse que não” ou “eu não fiz nada para parar”, certos de que consentiram o abuso que sofreram. No entanto, são diversas as razões para não existir uma negação clara ou um afastamento do abusador por parte da vítima e nenhuma delas deve ser lida como consentimento.</p>
<p>Um homem pode não reagir de forma expressiva ao abuso, como evitando-o, fugindo ou até denunciando-o, por se sentir inseguro e ter dificuldade em ser assertivo. Este fator pode até ser explorado pelos abusadores para aumentar a garantia de silêncio e sensação de envolvimento da vítima.</p>
<p>Outro motivo para a paralisação da vítima perante o abuso é a perceção de perigo. Quando somos confrontados com uma situação assustadora ou que não conseguimos compreender, é natural termos medo, ficarmos sem reação e paralisarmos, o que não é mais que uma resposta automática do nosso cérebro à presença de uma ameaça.</p>
<p>Embora muitas vezes haja dificuldade em compreender estes comportamentos e reconhecê-los como respostas naturais a situações de abuso, nenhum deles deve ser interpretado como consentimento ou validação do abuso.</p>
<p>Queremos esclarecer que a não reação é uma resposta natural e que não deve ser confundida com um envolvimento intencional e desejado. Nunca é demais repetir que a responsabilidade é unicamente de quem abusa.</p>
<p>Se tem  dúvidas ou se se identifica neste texto enquanto vítima de violência sexual, contacte-nos através da Linha de Apoio 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt</p>
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