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	<title>Ensino superior &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<description>Apoio para homens e rapazes vítimas de violência sexual</description>
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		<title>Violência sexual no ensino superior: os primeiros meses são os mais perigosos</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/violencia-sexual-no-ensino-superior-os-primeiros-meses-sao-os-mais-perigosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 10:31:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino superior]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o início do calendário escolar 2024/2025, a Quebrar o Silêncio alerta para o facto de que a violência sexual no contexto do ensino superior ocorre principalmente nos primeiros quatro meses do ano letivo. De acordo com o estudo americano Campus Sexual Assault Study e a entidade RAINN, mais de 50% dos casos de abuso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com o início do calendário escolar 2024/2025, a Quebrar o Silêncio alerta para o facto de que a violência sexual no contexto do ensino superior ocorre principalmente nos primeiros quatro meses do ano letivo. De acordo com o estudo americano </span><i><span style="font-weight: 400;">Campus Sexual Assault Study </span></i><span style="font-weight: 400;">e a entidade </span><i><span style="font-weight: 400;">RAINN</span></i><span style="font-weight: 400;">, mais de 50% dos casos de abuso sexual em universidades e institutos politécnicos acontecem entre agosto e dezembro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início do ano letivo, a pressão social para criar novos laços e amizades pode colocar alguns jovens, especialmente os caloiros, em situações de vulnerabilidade. Rituais de integração, como a receção dos caloiros, festas de boas-vindas e praxes — onde as relações assimétricas e abuso de poder podem ser particularmente sentidas — são alguns dos contextos onde a violência sexual pode ocorrer. A Quebrar o Silêncio relembra que, ao contrário do mito do &#8220;desconhecido que viola&#8221;, na maioria dos casos o abusador é conhecido da vítima e estabelece uma relação de confiança com ela.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Praxes que visam a submissão e o poder sobre o outro</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio alerta para as praxes, onde são conhecidos casos em que caloiros e caloiras são levados a simular atos sexuais entre si ou a expor a genitália masculina como parte de &#8220;rituais de iniciação&#8221;, entre outras práticas sexualizadas. Estes comportamentos muitas vezes inviabilizam o exercício pleno do consentimento, uma vez que os caloiros sentem a pressão e se sentem pressionados a integrar-se, existindo uma cultura que promove a hierarquização das relações e reforça a assimetria e o abuso de poder por parte de quem realiza as praxes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de que &#8220;é só uma brincadeira&#8221; e que &#8220;para o ano é a tua vez de fazeres o mesmo&#8221; alimenta um ciclo de repetição destes atos, diluindo a perceção da violência, especialmente quando casos de abuso sexual são apresentados como inofensivos ou meras brincadeiras. O facto de estas situações acontecerem na presença de outros pode levar a vítima a desvalorizar os comportamentos abusivos, e a pressão para não ser quem &#8220;estraga a festa&#8221; pode também contribuir para que as vítimas permaneçam em silêncio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Alguns dados relevantes:</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Report on the AAU Campus Climate Survey on Sexual Assault and Sexual Misconduct</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2020 indica que 13% de todos os estudantes são vítimas de violação ou abuso sexual através de força física, violência ou incapacitação. Entre os estudantes de pós-graduação e profissionais do ensino superior, 9,7% das mulheres e 2,5% dos homens são vítimas de violação ou abuso sexual por meios semelhantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o relatório do </span><i><span style="font-weight: 400;">Department of Justice, Office of Justice Programs, Bureau of Justice Statistics</span></i><span style="font-weight: 400;">, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Rape and Sexual Victimization Among College-Aged Females</span></i><span style="font-weight: 400;">, os estudantes universitários do sexo masculino, com idades entre os 18 e 24 anos, têm 78% mais probabilidades de serem vítimas de violência sexual do que os não estudantes da mesma faixa etária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria das vítimas não denuncia o crime, nem procura apoio, o que agrava a invisibilidade do problema e dificulta o acesso aos serviços de apoio à vítima.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Plano de segurança</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Se é estudante do ensino superior, pondere criar um plano de segurança:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Partilhe com alguém da sua confiança os eventos em que vai participar, a localização e com quem vai. Se houver alterações de planos, informe essa pessoa. Criar um grupo de conversa com pessoas de confiança (ex: no WhatsApp) pode ajudar a manter essas informações atualizadas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Se algum avanço ou linguagem corporal o incomodar, não o desvalorize. Assegure-se de que se sente confortável e seguro. Confie no seu instinto – se algo lhe parece errado, é porque provavelmente está. Não subestime a importância da sua intuição.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Se notar que um colega ou uma colega parece desconfortável, pergunte-lhe se está tudo bem e se precisa de sair do evento.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Relembramos que a culpa e responsabilidade da violência sexual é sempre de quem abusa, nunca da vítima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Peça ajuda</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Se foi vítima de violência sexual ou passou por alguma situação que não compreende bem, contacte a Quebrar o Silêncio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O apoio é confidencial e gratuito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">910 846 589</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">apoio@quebrarosilencio.pt</span></p>
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