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	<title>Família &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<description>Apoio para homens e rapazes vítimas de violência sexual</description>
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	<title>Família &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<item>
		<title>Dia do Pai: quando a celebração traz memórias difíceis</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/dia-do-pai-quando-a-celebracao-traz-memorias-dificeis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 08:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Para muitos, o Dia do Pai é um momento de celebração, gratidão e proximidade familiar. As redes sociais são entupidas de fotografias, mensagens de carinho e memórias felizes. Para alguns sobreviventes de violência sexual, no entanto, esta data é vivida de forma muito diferente. Nem todas as histórias com a figura paterna são seguras ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para muitos, o Dia do Pai é um momento de celebração, gratidão e proximidade familiar. As redes sociais são entupidas de fotografias, mensagens de carinho e memórias felizes. Para alguns sobreviventes de violência sexual, no entanto, esta data é vivida de forma muito diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todas as histórias com a figura paterna são seguras ou protetoras. Em muitos casos, quem abusou foi o próprio pai, padrasto ou outra figura masculina próxima; que influencia a forma como o sobrevivente se relaciona com os outros, consigo próprio e com o mundo. É comum que os sobreviventes passem a ver figuras masculinas e/ou de autoridade como ameaçadoras, uma vez que o seu passado foi marcado pelo abuso sexual por parte do pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Noutras situações, o pai não soube ou não quis ver o que estava a acontecer, não acreditou no relato da criança, não conseguiu oferecer a proteção necessária ou até a responsabilizou e a puniu pelo abuso. Independentemente da circunstância, a relação com a figura paterna pode ficar marcada por emoções e sentimentos complexos que ressurgem em datas simbólicas como esta.</span></p>
<h4><b>Um dia emocionalmente confuso</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O Dia do Pai pode reativar memórias difíceis ou emoções que pareciam adormecidas. Tristeza, raiva, confusão, sensação de perda ou até vazio podem surgir quando o discurso dominante à volta desta data fala apenas de amor incondicional, segurança e cuidado. Para quem teve experiências de violência sexual, negligência ou ausência, esse contraste pode ser particularmente doloroso e exacerbar o seu sofrimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante reconhecer que estas reações são naturais. O trauma não desaparece nem dá folga apenas porque o calendário assinala um dia de celebração. As memórias e emoções associadas às experiências de abuso sexual podem ser ativadas por datas, lugares, cheiros, imagens ou narrativas sociais que evocam relações familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns sobreviventes, o Dia do Pai pode também despertar perguntas difíceis: Como continuar a ter uma relação cordial com pai, sabendo que foi este o abusador? Como gerir a dinâmica e harmonia familiar quando o abusador se encontra no centro? Como lidar com a ausência da figura protetora? É possível sentir afeto por alguém que abusou e/ou que também falhou na proteção? Como conciliar as expetativas sociais com a própria história de abuso sexual? Não existem respostas simples para estas questões, apenas que podem ter um impacto devastador no sobrevivente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar que o impacto da violência sexual não se limita ao momento do abuso, envolve também dinâmicas de poder, manipulação, silenciamento e isolamento que se prolongam ao longo do tempo. Quando o abusador é alguém próximo ou quando a proteção falha, a experiência pode afetar profundamente a forma como a pessoa pode voltar a confiar nos outros, a noção de segurança que sente e com os vínculos familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num contexto em que a sociedade tende a celebrar uma visão idealizada da paternidade, pode ser difícil para alguns sobreviventes reconhecer que a sua experiência não se encaixa nessa narrativa. Sentir desconforto neste dia não significa ingratidão, fraqueza ou incapacidade de seguir em frente. Significa apenas que a história do sobrevivente não encaixa nessa narrativa editada do dia. É importante relembrar que os sentimentos dos sobreviventes são válidos e merecem ser respeitados; mesmo que estes sejam ignorados ou apagados pela família, pessoas próximas ou eventos como esta efeméride. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns sobreviventes, o processo de recuperação passa por redefinir o significado de família, de cuidado e de proteção. Pode incluir reconhecer figuras que estiveram presentes de outras formas: um familiar, um professor, um amigo, um mentor. Outras vezes, pode significar simplesmente dar a si próprio o espaço necessário para viver o dia com distância e autocuidado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o Dia do Pai for um dia difícil, é importante lembrar que procurar apoio pode fazer a diferença. Falar sobre o impacto da violência sexual pode ajudar a compreender melhor estas emoções, desenvolver recursos e encontrar estratégias para lidar com elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio sabemos que o caminho de cada sobrevivente é diferente. Há dias que são mais “leves” e outros que podem trazer recordações e sentimentos dolorosos. Em todos eles, o mais importante é lembrar que ninguém precisa de enfrentar estas experiências sozinho e que pode contar connosco.</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fui abusado sexualmente pelo meu pai.</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/fui-abusado-sexualmente-pelo-meu-pai/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 08:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando falamos de abuso sexual de homens, a maioria dos crimes é cometida por pessoas próximas, nomeadamente familiares. Muitas vezes, o abusador é o próprio pai. Vários homens que procuram a ajuda da Quebrar o Silêncio referem viver uma relação ambígua com o progenitor. Se, por um lado, este deveria ter sido o cuidador e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Quando falamos de abuso sexual de homens, a maioria dos crimes é cometida por pessoas próximas, nomeadamente familiares. Muitas vezes, o abusador é o próprio pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vários homens que procuram a ajuda da Quebrar o Silêncio referem viver uma relação ambígua com o progenitor. Se, por um lado, este deveria ter sido o cuidador e protetor, por outro, foi quem infligiu atos de violência sexual, resultando numa experiência traumática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, para um menino, um rapaz ou um homem que foi abusado sexualmente pelo progenitor, o Dia do Pai pode ser uma efeméride dolorosa. Por todo o lado surgem anúncios a celebrar esta data e sugestões de presentes acompanhadas de frases de apreço para com o pai. Para estes sobreviventes, as semanas que antecedem 19 de março podem ser extremamente complicadas e dolorosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria dos meninos só partilha a sua história de abuso décadas mais tarde e, por isso, as pessoas mais próximas, amigos e familiares, podem desconhecer o que lhes aconteceu. Assim, muitos sobreviventes vivem a angústia do Dia do Pai em segredo e sentem a necessidade de se mostrarem recetivos à data, sentindo-se obrigados a celebrá-la e a felicitar o progenitor, quando interiormente podem estar a passar por um turbilhão de sentimentos contraditórios.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Testemunho de João</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">João, um dos homens que procurou ajuda na Quebrar o Silêncio, partilha: «Fui abusado pelo meu pai quando tinha entre 4 e 6 anos de idade. Depois de tentar suicidar-me, 24 anos mais tarde, decidi que precisava de procurar a ajuda que, desde sempre, senti que não merecia.»  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste caso em concreto, João indica ainda que: «houve muita manipulação e sedução inteligente no meu abuso. Era apenas um jogo que o meu pai tinha comigo e tudo parecia uma brincadeira ou uma demonstração de afeto. Não era a história de um estranho que me violentou de forma agressiva na rua. Era tudo feito em casa, em segredo, no meu quarto. Era tudo muito confuso e, por isso, senti que não merecia ajuda.»  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os meninos e rapazes podem crescer com uma noção pouco clara sobre o que é afeto ou demonstrações de carinho por parte de outras pessoas, em particular de homens. Podem não saber como reagir, pois receiam que o afeto e a atenção sejam sinónimos de abuso ou outra face deste. Assim, é comum que muitos sobreviventes passem a evitar o contacto com outras pessoas ou a desenvolver relações superficiais e com pouca profundidade, como estratégia de sobrevivência. Estas são apenas algumas das consequências.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Dia do pai</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É compreensível que, para estes sobreviventes, o dia 19 de março seja um momento que os relembra do abuso que sofreram. Estes homens não tiveram um pai que os protegeu, que cuidou deles e que, por isso, mereça ser celebrado. Pelo contrário, os pais destes homens foram quem, desde muito cedo, abusou sexualmente dos próprios filhos e, em muitos casos, durante vários anos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sobreviventes podem ter ultrapassado o impacto traumático do abuso, mas, muitas vezes, a família não tem conhecimento do que aconteceu. Assim, para preservar a harmonia familiar e também porque receiam que ninguém acredite na sua história, estes homens mantêm uma relação com o pai. Pode ser meramente cordial, mas não deixa de ser um contacto regular com o abusador.  </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><span style="font-weight: 400;">Ajudamos homens vítimas de abuso sexual.</span></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Contacte a Quebrar o Silêncio:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">📞 910 846 589  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">📧 apoio@quebrarosilencio.pt </span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O desafio do natal para sobreviventes de violência sexual</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/o-desafio-do-natal-para-sobreviventes-de-violencia-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 08:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[A época natalícia é associada a celebrações, união familiar e momentos de alegria. Contudo, para homens sobreviventes de violência sexual, estas semanas podem ser um período de grande sofrimento emocional.  Desafios para os sobreviventes O Natal é uma altura que pode despoletar muitas emoções que podem ser amplificadas pela pressão social de “estar bem” e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A época natalícia é associada a celebrações, união familiar e momentos de alegria. Contudo, para homens sobreviventes de violência sexual, estas semanas podem ser um período de grande sofrimento emocional. </span></p>
<h3></h3>
<h3><b>Desafios para os sobreviventes</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Natal é uma altura que pode despoletar muitas emoções que podem ser amplificadas pela pressão social de “estar bem” e viver em harmonia. Para sobreviventes de violência sexual, esta época pode trazer memórias dolorosas, intensificar sentimentos de vergonha, culpa ou solidão, e reforçar a sensação de não pertença. Em vários casos, o natal pode mesmo implicar a convivência com quem abusou sexualmente ou com pessoas que têm conhecimento do crime e, por isso, haver interações sensíveis e difíceis de gerir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, a convivência com a família ou amigos pode ser particularmente desafiante. Alguns sobreviventes sentem-se obrigados a conviver com pessoas que não compreendem ou que minimizam a sua dor, e que podem até negar a existência da história de abuso. Por isso, é natural que haja homens sobreviventes que evitem estas interacções para se protegerem. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Lidar com a pressão festiva</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existem cenários perfeitos, nem soluções milagrosas, mas há estratégias que podem ajudar a encontrar algum equilíbrio e ajudá-lo a passar o Natal. Convidamos a ler e a ponderar as seguintes orientações:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Se for possível, não permaneça em situações, locais ou conversas que o deixam desconfortável;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reflita sobre os seus limites, até onde se sente confortável e a partir de que momento, se for possível, é importante retirar-se ou sair da situação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Decida de antemão quais os tópicos que quer evitar das conversas em família. Pense em formas e estratégias para mudar de assunto quando o tema não é confortável;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Antecipe como responder a uma pergunta provocadora ou curiosa com outra pergunta que mude o assunto;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Informe familiares que confia que não quer falar sobre determinados temas e peça  que tomem atenção;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Procure momentos a sós para relaxar um pouco (ex: passear um animal, ir comprar algo que é necessário) e pondere realizar atividades que promovam o bem-estar, como ouvir música, caminhar ou desfrutar de um filme. Estes momentos podem ajudar a lidar com o stress desta época. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Identifique se há na família alguém que possa ser uma pessoa aliada para ajudá-lo a navegar e a gerir alguns dos momentos mais complicados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Contacte pessoas amigas de confiança com quem possa desabafar durante o Natal (ex: pode enviar SMS ou pedir que lhe telefonem a determinado momento para ter uma razão para sair de uma conversa mais complicada);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pondere a possibilidade de não comparecer a um evento ou situação que poderá ser gerador de mal-estar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Permita-se sentir. Independentemente do que vai experienciar — tristeza, alívio, nostalgia ou algo mais —, aceitar as emoções como parte da experiência pode ser um passo para aliviar a pressão interna;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reformular o Natal? Reflita sobre a possibilidade de redefinir esta época com novas tradições e com as pessoas que deseja ter na sua companhia, mesmo que isso implique ignorar celebrações estabelecidas. </span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembre-se, estas são apenas orientações, não são regras ou imposições. Cada homem sobrevivente tem o direito de vivenciar  esta época da forma que lhe parecer mais segura e confortável . </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se precisa de ajuda ou de um espaço de partilha, visite o site da Quebrar o Silêncio ou contacte-nos: 910 846 589 ou apoio@quebrarosilencio.pt</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia da mãe: quando as mães abusam sexualmente dos filhos</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/dia-da-mae-quando-as-maes-abusam-sexualmente-dos-filhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 May 2024 08:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Sabemos que na maioria dos casos de violência sexual o abusador é homem. No entanto, também há casos de abuso sexual de crianças perpretados por mulheres, nomeadamente por parte de mães. Por este motivo, o dia da mãe pode ser um dia complicado e doloroso para os sobreviventes de violência sexual. Como acontece nos casos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que na maioria dos casos de violência sexual o abusador é homem. No entanto, também há casos de abuso sexual de crianças perpretados por mulheres, nomeadamente por parte de mães. Por este motivo, o dia da mãe pode ser um dia complicado e doloroso para os sobreviventes de violência sexual.</p>
<p>Como acontece nos casos quando o pai abusa sexualmente do filho, para um menino ou rapaz vitimado esta é uma experiência bastante complexa, dolorosa e confusa. Quando a progenitora é quem abusa, pode existir uma dualidade de papéis difícil de gerir para a criança. Por um lado, a mãe é uma figura de referência que deve proteger e cuidar da criança, por outro, é a abusadora que provoca dor, medo, desconforto, entre várias outras consequências.</p>
<p><a href="https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/dia-do-pai-quando-o-abusador-e-o-proprio-pai-2/" target="_blank" rel="noopener">Tal como o dia do pai</a>, a celebração coletiva da ideia de uma pessoa cuidadora, pode gerar sofrimento e/ou intensificar a dor que sentem. Assim, o dia da mãe, pode ser uma data extremamente difícil de gerir para alguns sobreviventes. A invisibilidade deste tipo de casos, contribui para que os homens, que foram abusados sexualmente pela mãe na infância, se sintam isolados ou acreditem terem sido um caso único e atípico. Como consequência, pode promover a manutenção do silêncio por mais tempo, bem como afetar a gestão do impacto do abuso.</p>
<p>Se for este o seu caso, queremos que saiba que não está sozinho. Se sentir dificuldades em gerir o dia da mãe e/ou alguns eventos familiares, contacte-nos. Nós podemos ajudá-lo a ultrapassar o impacto que o abuso teve na sua vida. Os nossos serviços de apoio são gratuitos e confidenciais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Resoluções de ano novo: um momento de crise ou uma oportunidade?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/resolucoes-de-ano-novo-um-momento-de-crise-ou-uma-oportunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jan 2024 09:30:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[A passagem de ano é para muitas pessoas um momento de transição, em que é feita uma retrospectiva sobre o que passou e uma reflexão acerca do que desejamos fazer a seguir, do que queremos mudar, dos objetivos e planos que queremos concretizar.  Para alguns homens que foram vítimas de violência sexual, esta altura pode [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A passagem de ano é para muitas pessoas um momento de transição, em que é feita uma retrospectiva sobre o que passou e uma reflexão acerca do que desejamos fazer a seguir, do que queremos mudar, dos objetivos e planos que queremos concretizar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns homens que foram vítimas de violência sexual, esta altura pode desencadear sentimentos de fracasso, ansiedade, receios e inseguranças. Podem sentir que a sua vida está estagnada, que fracassaram e que continuam a debater-se com os mesmos problemas de sempre, o que gera um sentimento de desesperança face ao futuro, como se não fosse possível sentir-se melhor. Esta sensação pode levar o sobrevivente a assumir uma postura passiva e mais derrotista perante a vida, na qual sente que é apenas um observador sem qualquer controlo ou poder de escolha. Por outro lado, pode levar a uma necessidade desesperante de mudança que faz com que o sobrevivente coloque metas irrealistas e inalcançáveis, acabando por se auto-sabotar e reforçar a crença de que é um “falhado” e que nada mudará.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O começo de um novo ano pode ser desafiante, mas sabemos que pode também ser uma oportunidade. Uma oportunidade para procurar ajuda, de deixar de enfrentar a dor e o sofrimento sozinho, de partilhar e expressar o que sente, de começar a cuidar de si, de se rodear de pessoas e coisas que lhe fazem bem e afastar-se do que o está a consumir. Uma oportunidade de se conhecer melhor, de validar as suas vontades e necessidades, de reconhecer o seu valor e resiliência, de definir objetivos realistas e tangíveis por si e para si.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente da sua história, e dos contornos do que lhe aconteceu, lembre-se que “o que vivemos é parte do que somos, mas não o limite do que podemos ser”. Nunca é tarde para quebrar ciclos, fazer diferente, voltar a tentar. Por vezes pedir apoio é o que basta para começar a retomar o controlo da sua vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saiba que não está sozinho e que a Quebrar o Silêncio está disponível para si. Contacte-nos através da Linha de Apoio 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando o Natal é um desafio para quem foi vítima de violência sexual</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/quando-o-natal-e-um-desafio-para-quem-foi-vitima-de-violencia-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 09:30:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Dezembro pode ser um mês particularmente difícil para os homens que foram vítimas de abusos sexuais. Para muitos sobreviventes o Natal pode implicar ter de conviver com o abusador ou com familiares que têm conhecimento do abuso (e que podem ter sido coniventes). São momentos complicados, potenciadores de mal estar e que implicam uma gestão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dezembro pode ser um mês particularmente difícil para os homens que foram vítimas de abusos sexuais. Para muitos sobreviventes o Natal pode implicar ter de conviver com o abusador ou com familiares que têm conhecimento do abuso (e que podem ter sido coniventes). São momentos complicados, potenciadores de mal estar e que implicam uma gestão difícil e dolorosa por parte do sobrevivente.</p>
<p>Por vezes, não é de todo possível evitar ter contacto com o abusador. Nos casos em que nenhum outro familiar tem conhecimento do que aconteceu, pode não haver, para a família, nenhum motivo ou razão para que o sobrevivente não tenha uma relação próxima com aquela pessoa. Manter a harmonia familiar, enquanto gere o impacto do contacto com o abusador é, para muitos sobreviventes, um processo bastante doloroso e que gera ansiedade, stress e mal estar.</p>
<p>Numa altura em que se privilegia os momentos em família, o Natal pode representar uma sensação de sufoco, agonia e angústia para muitos dos sobreviventes. A hipótese de se confrontar com o abusador, a proximidade de amigos e familiares, a pressão para se apresentar estável e bem-disposto, e a dificuldade em encontrar momentos a sós são algumas das dificuldades identificadas como desencadeadoras de algum mal-estar e desconforto para vários sobreviventes.</p>
<p>Sabemos que não existem cenários perfeitos, nem soluções milagrosas, mas há estratégias que podem ajudar a encontrar o equilíbrio necessário para ajudá-lo a passar o Natal. Se for possível, pode:</p>
<ul>
<li>Se for possível, não se force a permanecer em situações, locais ou conversas que o deixam desconfortável;</li>
<li>Definir os seus próprios limites, até onde se sente confortável e a partir de que momento será importante se retirar ou sair da situação;</li>
<li>Decidir de antemão quais os tópicos que quer evitar das conversas em família;</li>
<li>Pensar em formas e estratégias para mudar de assunto quando o tema não é confortável;</li>
<li>Antecipar como responder a uma pergunta provocadora ou curiosa com outra pergunta que mude o assunto;</li>
<li>Informar familiares que confia que não quer falar sobre determinados temas e pedir que tomem atenção;</li>
<li>Procurar momentos a sós para relaxar um pouco (ex: passear um animal, ir comprar algo que é necessário);</li>
<li>Identificar se há na família alguém que possa ser uma pessoa aliada para ajudar a navegar e a gerir alguns dos momentos mais complicados;</li>
<li>Contactar pessoas amigas de confiança com quem possa desabafar durante o Natal (ex: pode enviar SMS ou pedir que lhe telefonem a determinado momento para ter uma razão para sair de uma conversa mais complicada);</li>
<li>Recorde-se que existe sempre a opção de não comparecer a um evento ou situação que poderá ser gerador de mal estar e que pode optar por um programa diferente.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lembre-se que não está sozinho. Se tiver dificuldades em gerir estes momentos e sentir que necessita de apoio, contacte-nos através do email apoio@quebrarosilencio.pt ou da nossa Linha de Apoio 910 846 58.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>E se o seu marido lhe dissesse que foi abusado sexualmente?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/e-se-o-seu-marido-lhe-dissesse-que-foi-abusado-sexualmente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jun 2023 11:26:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Para muitas pessoas, ouvir de alguém que amam que foi abusado sexualmente pode ser uma experiência inesperada e até avassaladora. A violência sexual não é uma tema fácil de abordar e é um tópico repleto de mitos, crenças e ideias estereotipadas. Para os homens que foram vítimas de violência sexual, partilhar a sua história de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitas pessoas, ouvir de alguém que amam que foi abusado sexualmente pode ser uma experiência inesperada e até avassaladora. A violência sexual não é uma tema fácil de abordar e é um tópico repleto de mitos, crenças e ideias estereotipadas. Para os homens que foram vítimas de violência sexual, partilhar a sua história de abuso é um ato de força e coragem. Não sabem qual será a reação da outra pessoa, e por isso é um risco. Neste caso, o que diria se o seu marido ou companheiro partilhasse consigo que foi abusado sexualmente?</p>
<p>Acima de tudo, é importante manter a calma. Sabemos que uma partilha destas pode ser arrebatadora e deixar a pessoa sem saber como agir ou o que dizer. Nestas situações a violência sexual afeta não só os homens e rapazes que sofreram esse abuso, mas também quem lhes é mais próximo. Muitas vezes, amigos, familiares e cônjuges passam igualmente por emoções, pensamentos e sentimentos confusos, afetando a própria dinâmica da sua relação com a vítima. No entanto, é fundamental pensar no bem-estar do sobrevivente para que ele sinta a segurança de que fez bem em partilhar e confiar em si.</p>
<h3>Não force a partilha</h3>
<p>Quando uma pessoa se relaciona com um homem sobrevivente de violência sexual é natural que se questione sobre qual a melhor forma de o apoiar. Todavia, é importante estar estável para o fazer. Sugerimos que possa refletir sobre se os seus sentimentos e emoções poderão influenciar a forma como se relaciona com o sobrevivente.<br />
Em média, um homem que tenha sido abusado sexualmente na infância passa mais de 20 anos a sofrer em silêncio até partilhar com alguém a sua história de abuso. Tenha isso em mente sempre que ele partilhar algo consigo, e também que é essencial respeitar o tempo do homem sobrevivente.<br />
Evite forçar a partilha ou puxar por assuntos que podem ser desconfortáveis ou dolorosos para o sobrevivente. Por vezes, demonstrar que está disponível para conversar pode ser o suficiente.</p>
<h3>O que dizer a um homem que foi vítima de abuso sexual?</h3>
<p>Para um homem sobrevivente de violência sexual, partilhar a sua história pode representar um passo arriscado, mesmo que seja com alguém da família, uma pessoa amiga ou da sua confiança. Partilhar este “segredo” é um ato de coragem que marcará a vida do sobrevivente homem. É fundamental que valorize o ato e mostre que ele não está sozinho. Tenha isso em mente quando ouvir e responder ao que ouve.</p>
<p><strong>O que dizer?</strong></p>
<ul>
<li>Obrigado por confiares em mim.</li>
<li>Acredito em ti.</li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Como é que eu posso ajudar-te?</span></li>
<li>Lamento que isso tenha acontecido.</li>
<li>A culpa não foi tua.</li>
<li>Estou aqui para te apoiar e ajudar-te a ultrapassar isto.</li>
<li>Os teus sentimentos e pensamentos são normais.</li>
<li>Não há receitas sobre o que deves sentir.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que não dizer</strong></p>
<ul>
<li>Como é que alguém te pode ter feito isto?</li>
<li>Porque não contaste antes?</li>
<li>Eu compreendo exatamente o que estás a passar.</li>
<li>Podia ter sido pior. Tens sorte de não ter sido mais grave.</li>
<li>Devias ter tentado evitar ou fugir.</li>
<li>Tenta que isso não te afete tanto.</li>
<li>Quem foi?</li>
<li>Como é que foste abusado?</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tenha em mente que perguntar “O que posso fazer para te apoiar?” permite ao homem sobrevivente assumir o controlo da conversa e determinar o rumo da mesma. Dizer “Tens de ir à polícia” ou “Deves ir ao psicólogo” são imposições que podem não respeitar a vontade e a necessidade do sobrevivente.<br />
Questões como “Quem foi?” ou “Como é que foste abusado?” podem fazer com que o homem reviva certas memórias do abuso e levar à sua revitimação.</p>
<p>Lembre-se de que é essencial respeitar o tempo do homem sobrevivente e a vontade dele.</p>
<h3>Precisa de ajuda?</h3>
<p>Se sentir necessidade podemos agendar uma Sessão de Apoio à Família, para conversar com a equipa da Quebrar o Silêncio. Poderá receber apoio para gerir o que está a sentir face à situação de uma partilha de violência sexual por parte de um homem.<br />
Contacto:<br />
910 846 589<br />
apoio@quebrarosilencio.pt</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O verão pode ser um desafio para vítimas de violência sexual</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/o-verao-pode-ser-um-desafio-para-vitimas-de-violencia-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 08:41:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[O verão e as férias estão a chegar. Este pode ser um período de descanso e de descontração para a grande maioria das pessoas, mas para homens e rapazes vítimas de abuso sexual pode ser um período bastante difícil e complicado de gerir. Um dos desafios para alguns sobreviventes de violência sexual passa pela dificuldade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O verão e as férias estão a chegar. Este pode ser um período de descanso e de descontração para a grande maioria das pessoas, mas para homens e rapazes vítimas de abuso sexual pode ser um período bastante difícil e complicado de gerir.</p>
<p>Um dos desafios para alguns sobreviventes de violência sexual passa pela dificuldade na exposição do seu corpo e em lidar com a exposição do corpo dos outros. Numa altura em que as roupas encurtam e as idas à praia são mais frequentes, pode tornar-se mais difícil gerir esse mal-estar e encontrar alternativas para os momentos de lazer.</p>
<p>Quando a exposição do corpo ou parte dele é geradora de sofrimento, o sobrevivente pode evitar frequentar locais vistos como de risco e consequentemente, evitar momentos sociais, de lazer e até de autocuidado. Rejeitar convites para uma tarde passada com amigos junto ao mar, evitar ginásios e até partidas de futebol de praia com os amigos, entre outras situações podem despoletar nestes homens  ansiedade e pensamentos intrusivos, geradores de sofrimento.</p>
<p>Sabemos que a maioria dos casos de violência sexual são praticados por familiares ou por alguém próximo da família. Por este motivo, nesta fase do ano em que é comum passar férias em família ou receber visitas de familiares habitualmente mais distantes, o sobrevivente de abuso sexual pode ser confrontado com a necessidade de rever ou conviver com a pessoa que praticou o abuso, o que naturalmente pode ser disruptivo para o seu bem estar.</p>
<p>Neste sentido, o verão pode proporcionar situações em que se ativam memórias e emoções negativas associadas ao abuso sexual, o que pode gerar sofrimento e altos  níveis de ansiedade e mal-estar nos homens e rapazes vítimas de violência sexual.</p>
<p>Se foi vítima de violência sexual pode contar com a ajuda da Quebrar o Silêncio para recuperar do trauma e retomar o controlo da sua vida. Não está sozinho.</p>
<p>Contacte-nos através da nossa Linha de Apoio 910 846 589 ou através do endereço de email: <a href="mailto:apoio@quebrarosilencio.pt">apoio@quebrarosilencio.pt</a>.</p>












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			</item>
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		<title>Dia do pai: quando o próprio pai abusa sexualmente do filho</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/dia-do-pai-quando-o-proprio-pai-abusa-sexualmente-do-filho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Mar 2023 10:56:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Incesto]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Para muitos, o dia do pai pode ser uma data para celebrar. No entanto, para os homens e rapazes que foram vítimas de abuso sexual este dia pode ser extremamente doloroso. A realidade é que na maioria dos casos de violência sexual contra crianças o abuso acontece na própria família, e muitas vezes o abusador [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitos, o dia do pai pode ser uma data para celebrar. No entanto, para os homens e rapazes que foram vítimas de abuso sexual este dia pode ser extremamente doloroso. A realidade é que na maioria dos casos de violência sexual contra crianças o abuso acontece na própria família, e muitas vezes o abusador é o próprio pai.</p>
<p>Como poderá imaginar, para a criança vitimada esta é uma experiência bastante complexa, dolorosa e confusa. Para estas crianças pode haver uma dualidade de papéis difícil de gerir. Por um lado, o pai é a figura de referência que deve proteger e cuidar da criança, por outro o pai é quem abusa sexualmente dela e que provoca dor, desconforto, entre várias outras consequências. Face à complexidade desta situação, a criança pode experienciar sentimentos contraditórios relativamente à relação que tem com o progenitor e acabar por ter um relacionamento de amor/ódio com o pai.</p>
<p>Além do impacto devastador do abuso sexual, estas situações também podem afetar a forma como a criança vai relacionar-se consigo própria, mas também com as outras pessoas. Se o próprio pai cuida em certos momentos, mas noutros abusa sexualmente, que comportamentos poderá a criança esperar das outras pessoas? Será este o relacionamento “normal” que os adultos têm com as crianças? Estas são algumas das questões que as vítimas podem interiorizar e integrar como normais à medida que crescem.</p>
<p>No caso de João (nome fictício), um sobrevivente de violência sexual na infância, ele refere que «fui abusado pelo meu pai quando tinha entre 4 e 6 anos de idade. Depois de tentar suicidar-me 24 anos depois, decidi que precisava de procurar a ajuda que desde sempre senti que não merecia.» Neste caso em concreto, João indica ainda que «houve muita manipulação e sedução inteligente no meu abuso. Era apenas um jogo que o meu pai tinha comigo e tudo era como se fosse uma brincadeira ou afetos. Não era a história de um estranho que me violentou de forma agressiva na rua. Era tudo feito em casa e em segredo no meu quarto, e era tudo muito confuso, e por isso senti que não merecia ajuda.»</p>
<p>Voltando a esta efeméride, é compreensível que para estes sobreviventes o 19 de março seja um dia que os relembra do abuso que sofreram e que por isso é bastante difícil de gerir. Estes homens não tiveram um pai que os protegeu, que cuidou deles e que por isso mereça ser celebrado. Os pais destes homens foram quem, desde muito cedo, abusou sexualmente dos próprios filhos e, em muitas das situações, durante vários anos. Os sobreviventes podem ter ultrapassado o impacto traumático do abuso, mas muitas vezes a família não tem conhecimento do abuso. Assim, para preservar a harmonia familiar e também porque receiam que ninguém acredite na sua história, estes homens mantêm uma relação com o pai. Pode ser meramente cordial, mas não deixa de ser um contacto regular com o abusador.</p>
<p>No trabalho que fazemos na Quebrar o Silêncio com homens vítimas de violência sexual, sabemos como há determinadas datas que são problemáticas. Num esforço de sensibilizar o público em geral sobre abuso sexual, é importante que se comece a falar cada vez mais destas matérias e da profundidade e extensão que têm na vida das vítimas. Se, por um lado, o dia do pai é motivo de celebração para muitos, para outros não o é de todo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gerir emoções e sobreviver ao Natal</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/gerir-emocoes-e-sobreviver-ao-natal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Dec 2022 11:37:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Dezembro chegou e com ele chega também a época festiva e o Natal. Sabemos que esta altura pode ser particularmente difícil para homens que foram abusados sexualmente. Para alguns a proximidade de amigos e familiares, a pressão para se apresentar estável e bem-disposto e a dificuldade em encontrar momentos a sós são algumas das dificuldades [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dezembro chegou e com ele chega também a época festiva e o Natal. Sabemos que esta altura pode ser particularmente difícil para homens que foram abusados sexualmente. Para alguns a proximidade de amigos e familiares, a pressão para se apresentar estável e bem-disposto e a dificuldade em encontrar momentos a sós são algumas das dificuldades identificadas como desencadeadoras de algum mal-estar e desconforto para muitos. Para outros, o Natal e as festas pode implicar conviver com o abusador ou com familiares e amigos que têm conhecimento do abuso ou que podem mesmo ter sido coniventes com esse abuso, e gerar momentos dolorosos e complicados de gerir.</p>
<p>Sabemos que não existem cenários perfeitos, nem soluções milagrosas, mas é possível encontrar o equilíbrio necessário para ajudá-lo a passar este Natal.</p>
<p>Se conseguir tente não se isolar completamente. Contacte amigos e familiares de confiança, ou até instituições, seja presencialmente ou à distância, mas permita-se ter tempo para si, encontrando momentos em que pode relaxar um pouco e até baixar a guarda.</p>
<p>Se possível procure reconhecer e partilhar que não se sente bem com aqueles que lhe são mais queridos, sem ter de explicar porquê, facilitando encontrar o espaço que necessita sem ser invadido com perguntas intrusivas e desconfortáveis.</p>
<p>Lembre-se que não está sozinho. Um em cada seis homens é vítima de violência sexual e todos eles, de uma maneira ou de outra irão viver este Natal. Se tiver dificuldades em gerir estes momentos e sentir que necessita de apoio, contacte-nos através do email apoio@quebrarosilencio.pt ou da nossa Linha de Apoio 910 846 58.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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