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	<title>Pornografia &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<description>Apoio para homens e rapazes vítimas de violência sexual</description>
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	<title>Pornografia &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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		<title>Leia o testemunho de Rui de 45 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2025 10:44:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Masculinidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Violação de homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Cheguei à associação após ouvir o Ângelo num podcast, onde descrevia alguns dos sentimentos com os quais lidava desde há muito. Sentia que vivia uma espécie de vida dupla: perante família, amigos e sociedade apresentava-me com uma segurança e eloquência irrepreensíveis e até destacada; no silêncio do meu isolamento, reprimia-me por me sentir sempre fisicamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei à associação após ouvir o Ângelo num podcast, onde descrevia alguns dos sentimentos com os quais lidava desde há muito.</p>
<p>Sentia que vivia uma espécie de vida dupla: perante família, amigos e sociedade apresentava-me com uma segurança e eloquência irrepreensíveis e até destacada; no silêncio do meu isolamento, reprimia-me por me sentir sempre fisicamente em desvantagem perante os outros homens.</p>
<p>Iniciei a minha vida sexual tardiamente pois, percebo agora, julgava que a minha performance e o meu falo seriam &#8220;avaliados&#8221; e o medo de &#8220;falhar&#8221; remetia-me para um afastamento dessas situações. A masturbação e o recurso à pornografia saciavam a minha pulsão sexual. Após iniciar a minha vida sexual &#8211; e mesmo após a concretização de um casamento &#8211; essa ideia de performance e de permanente comparação com outros continuou, ainda que de um modo mais ou menos inconsciente, associada à prática sexual.</p>
<p>A imagem física que tinha de mim próprio mantinha um padrão de permanente comparação com outros homens, sendo que a comparação era sempre com homens que eu considerava mais viris ou que se aproximavam do meu (pré)conceito do que é ser Masculino. Em suma, saía sempre a perder… e, para além disso, plantava a dúvida acerca de uma orientação sexual indefinida. Não era fácil abordar este tema com quem quer que fosse. Mesmo com a frequência de outras consultas de psicologia estas questões não melhoravam nem encontravam uma resposta.</p>
<p>Após o envio de um primeiro email, com alguma vergonha e mais dúvidas do que certezas, fui &#8220;acolhido&#8221; e iniciou-se o processo.</p>
<p>O processo de recuperação foi intenso e de grande dedicação, tendo a profissional envolvida sido fundamental para ajudar a desconstruir as perceções e sentimentos assimilados ao longo de toda a minha vida. A clarividência da dismorfia que me acompanhava, bem como a humanização das Figuras Masculinas que eram o &#8220;gatilho&#8221; para sentimentos e pensamentos comparativos foram, e são, fundamentais para iniciar uma reconstrução alicerçada em compreensão e (início de) aceitação próprias.</p>
<p>Hoje sinto-me mais capaz de lidar com a minha imagem física e mais preparado para ajudar os que me rodeiam a viverem mais atentos aos padrões que, de modo mais ou menos subliminar, a sociedade nos impõe. As situações de balneários e de exposição do corpo, com os quais me debatia, tornaram-se menos desafiantes e são melhor compreendidas por mim, como sendo consequência do ato continuado a que fui sujeito enquanto criança, abuso esse que nunca se configurou como violento, nem foi intencionalmente doloso, o que o tornou ainda mais difícil de definir como tal.</p>
<p>O grupo de apoio, em articulação com as sessões terapêuticas individuais, permitiu a existência de espaços seguros de partilha com outros homens que, à sua maneira, têm vidas e experiências que me permitem uma identificação e até perspetivar soluções que ajudaram e ajudam a manter-me neste percurso com vista a uma vida mais completa, física e intelectualmente.</p>
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		<title>“Vejo sexo em todo o lado: será que há algo errado comigo?”</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/vejo-sexo-em-todo-o-lado-sera-que-ha-algo-errado-comigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Aug 2023 09:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Pornografia]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitos homens sobreviventes de violência sexual que procuram o apoio da Quebrar o Silêncio, têm pensamentos sexualizados. Estes pensamentos são intrusivos e recorrentes e podem estar relacionados com memórias de abusos sexuais vividos ou com situações do quotidiano e até envolver pessoas estranhas ou conhecidas. Alguns podem incluir situações e comportamentos relacionados com sexo, nudez, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos homens sobreviventes de violência sexual que procuram o apoio da Quebrar o Silêncio, têm pensamentos sexualizados. Estes pensamentos são intrusivos e recorrentes e podem estar relacionados com memórias de abusos sexuais vividos ou com situações do quotidiano e até envolver pessoas estranhas ou conhecidas. Alguns podem incluir situações e comportamentos relacionados com sexo, nudez, foco obsessivo na região genital, entre outros. Estes pensamentos provocam sentimentos de culpa, vergonha e ansiedade, levando muitos sobreviventes a acreditar que algo muito errado se passa com eles.</p>
<p>Quando estes pensamentos sexualizados envolvem homens, os sobreviventes podem sentir-se confusos relativamente à sua orientação sexual ou colocar em causa a sua masculinidade, em particular se a sua orientação sexual for heterosexual. No entanto, homens homossexuais e bissexuais também podem experienciar o mesmo e sentirem que são mais promíscuos ou que estão a trair o companheiro pelas imagens que surgem na sua mente. Por vezes, estes pensamentos podem desencadear reações físicas inesperadas, como ter uma ereção ou até ejacular, o que reforça dúvidas acerca da sua sexualidade.</p>
<p>Alguns sobreviventes partilham ainda o medo de se tornarem abusadores, o que acaba por influenciar o modo como se comportam e as decisões que tomam na sua vida, como por exemplo evitar estar perto de crianças ou não querer ter filhos. Este medo é na grande maioria infundado por desconhecerem a razão pela qual foram vítimas de abuso sexual e/ou porque razão os abusadores abusam sexualmente. Este desconhecimento acaba por alimentar as suas dúvidas. Na verdade, muitos dos sobreviventes que são pais, estão em alerta e vigilantes a determinadas situações em relação aos filhos devido à sua história de abuso sexual.</p>
<p>A violência sexual é um evento potencialmente traumático e uma das consequências comuns é a hipersexualização. Esta pode manifestar-se através de pensamentos sexualizados intrusivos, frequentes e até obsessivos que podem levar o sobrevivente a sentir necessidade de ter comportamentos como masturbação excessiva ou recurso à pornografia.</p>
<p>Apesar do impacto disruptivo que estes pensamentos podem provocar na vida destes homens, os sobreviventes não têm de viver reféns dos mesmos. Através de um acompanhamento psicológico especializado, é possível compreender a origem dos pensamentos sexualizados enquanto consequência do trauma vivido, tal como, o facto destes pensamentos não estarem relacionados com a orientação sexual e não definirem a identidade do sobrevivente. Para além disso, o apoio permite desconstruir crenças erradas relacionadas com a violência sexual, tais como, acreditar que se alguém passa por uma situação de abuso se vai tornar num abusador.</p>
<p>Com a intervenção especializada em trauma e em violência sexual, o sobrevivente adquire e desenvolve estratégias para gerir estes pensamentos, assim como, as emoções negativas desencadeadas pelos mesmos. Tudo isto permite que o sobrevivente se sinta melhor consigo mesmo, mais seguro e confiante, tendo um impacto positivo na forma como se relaciona com os outros.</p>
<p>Caso se identifique com alguma das situações queremos que saiba que não está sozinho e que na Quebrar o Silêncio podemos ajudá-lo a compreender melhor o que viveu e o impacto que teve na sua vida.<br />
Contacte-nos através da Linha de Apoio 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt.</p>
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		<title>Consome pornografia? Vamos falar sobre a relação entre abuso sexual e pornografia.</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/consome-pornografia-vamos-falar-sobre-a-relacao-entre-abuso-sexual-e-pornografia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 10:49:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Pornografia]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Vamos falar sobre a relação entre abuso sexual e pornografia. Muitos homens vítimas de violência sexual referem ter uma relação de dependência com a pornografia e um consumo compulsivo que é disruptivo na sua vida. Há várias explicações para este problema. Vamos enumerar algumas. Em vários casos o recurso a conteúdos pornográficos fez parte da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos falar sobre a relação entre abuso sexual e pornografia.</p>
<p><strong>Muitos homens vítimas de violência sexual referem ter uma relação de dependência com a pornografia e um consumo compulsivo que é disruptivo na sua vida.</strong></p>
<p>Há várias explicações para este problema. Vamos enumerar algumas.</p>
<p>Em vários casos o recurso a conteúdos pornográficos fez parte da própria experiência do abuso sexual. Nestes casos, o abusador pode usar filmes para manipular a vítima, levando-a a normalizar determinadas práticas. Neste exemplo, a exposição a certos conteúdos pode ser por si só uma experiência traumática.</p>
<p>Para outros homens, o consumo excessivo de pornografia é uma consequência da violência sexual de que foram vítimas. Estes homens referem que o consumo se tornou compulsivo e é disruptivo nas suas vidas. Há sobreviventes que usam pornografia como uma “válvula de escape para situações que estão fora do meu controlo: se estou muito stressado, angustiado ou até muito alegre” ou “quando me sinto mal, inferior ou culpado sinto a necessidade de consumir pornografia”. Outros homens referem que recorrem à pornografia “como modo de fugir à minha realidade e ao caos emocional e psicológico”.</p>
<p>O consumo de pornografia também pode levar alguns homens a questionar a sua orientação sexual. Por exemplo, é comum que um homem que sinta atração por mulheres se sinta confuso sobre a sua orientação sexual quando procura ou assiste a conteúdos sexuais entre dois homens e se sente estimulado ou sexualmente excitado. Em várias situações, os comportamentos de adição em pornografia estão associados à masturbação compulsiva, o que pode gerar confusão e infelicidade, afetando a forma como vivem a sua intimidade e as relações sexuais.</p>
<p>O uso excessivo de pornografia está associado a diversas questões, nomeadamente à dessensibilização de práticas mais violentas, como também à impotência ou incapacidade de ter relações sexuais, entre várias outros problemas.</p>
<p>Se experiencia algumas destas questões ou outras associadas à pornografia, queremos que saiba que é comum para sobreviventes de violência sexual. Fale connosco, nós podemos ajudá-lo.</p>
<p>Contacte-nos:</p>
<p>910 846 589</p>
<p>apoio@quebrarosilencio.pt</p>
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