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	<title>Violência sexual contra crianças &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<description>Apoio para homens e rapazes vítimas de violência sexual</description>
	<lastBuildDate>Thu, 12 Mar 2026 11:48:57 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Violência sexual contra crianças &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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		<title>Dia do Pai: quando a celebração traz memórias difíceis</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/dia-do-pai-quando-a-celebracao-traz-memorias-dificeis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 08:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
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					<description><![CDATA[Para muitos, o Dia do Pai é um momento de celebração, gratidão e proximidade familiar. As redes sociais são entupidas de fotografias, mensagens de carinho e memórias felizes. Para alguns sobreviventes de violência sexual, no entanto, esta data é vivida de forma muito diferente. Nem todas as histórias com a figura paterna são seguras ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para muitos, o Dia do Pai é um momento de celebração, gratidão e proximidade familiar. As redes sociais são entupidas de fotografias, mensagens de carinho e memórias felizes. Para alguns sobreviventes de violência sexual, no entanto, esta data é vivida de forma muito diferente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todas as histórias com a figura paterna são seguras ou protetoras. Em muitos casos, quem abusou foi o próprio pai, padrasto ou outra figura masculina próxima; que influencia a forma como o sobrevivente se relaciona com os outros, consigo próprio e com o mundo. É comum que os sobreviventes passem a ver figuras masculinas e/ou de autoridade como ameaçadoras, uma vez que o seu passado foi marcado pelo abuso sexual por parte do pai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Noutras situações, o pai não soube ou não quis ver o que estava a acontecer, não acreditou no relato da criança, não conseguiu oferecer a proteção necessária ou até a responsabilizou e a puniu pelo abuso. Independentemente da circunstância, a relação com a figura paterna pode ficar marcada por emoções e sentimentos complexos que ressurgem em datas simbólicas como esta.</span></p>
<h4><b>Um dia emocionalmente confuso</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O Dia do Pai pode reativar memórias difíceis ou emoções que pareciam adormecidas. Tristeza, raiva, confusão, sensação de perda ou até vazio podem surgir quando o discurso dominante à volta desta data fala apenas de amor incondicional, segurança e cuidado. Para quem teve experiências de violência sexual, negligência ou ausência, esse contraste pode ser particularmente doloroso e exacerbar o seu sofrimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante reconhecer que estas reações são naturais. O trauma não desaparece nem dá folga apenas porque o calendário assinala um dia de celebração. As memórias e emoções associadas às experiências de abuso sexual podem ser ativadas por datas, lugares, cheiros, imagens ou narrativas sociais que evocam relações familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns sobreviventes, o Dia do Pai pode também despertar perguntas difíceis: Como continuar a ter uma relação cordial com pai, sabendo que foi este o abusador? Como gerir a dinâmica e harmonia familiar quando o abusador se encontra no centro? Como lidar com a ausência da figura protetora? É possível sentir afeto por alguém que abusou e/ou que também falhou na proteção? Como conciliar as expetativas sociais com a própria história de abuso sexual? Não existem respostas simples para estas questões, apenas que podem ter um impacto devastador no sobrevivente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar que o impacto da violência sexual não se limita ao momento do abuso, envolve também dinâmicas de poder, manipulação, silenciamento e isolamento que se prolongam ao longo do tempo. Quando o abusador é alguém próximo ou quando a proteção falha, a experiência pode afetar profundamente a forma como a pessoa pode voltar a confiar nos outros, a noção de segurança que sente e com os vínculos familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num contexto em que a sociedade tende a celebrar uma visão idealizada da paternidade, pode ser difícil para alguns sobreviventes reconhecer que a sua experiência não se encaixa nessa narrativa. Sentir desconforto neste dia não significa ingratidão, fraqueza ou incapacidade de seguir em frente. Significa apenas que a história do sobrevivente não encaixa nessa narrativa editada do dia. É importante relembrar que os sentimentos dos sobreviventes são válidos e merecem ser respeitados; mesmo que estes sejam ignorados ou apagados pela família, pessoas próximas ou eventos como esta efeméride. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns sobreviventes, o processo de recuperação passa por redefinir o significado de família, de cuidado e de proteção. Pode incluir reconhecer figuras que estiveram presentes de outras formas: um familiar, um professor, um amigo, um mentor. Outras vezes, pode significar simplesmente dar a si próprio o espaço necessário para viver o dia com distância e autocuidado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o Dia do Pai for um dia difícil, é importante lembrar que procurar apoio pode fazer a diferença. Falar sobre o impacto da violência sexual pode ajudar a compreender melhor estas emoções, desenvolver recursos e encontrar estratégias para lidar com elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio sabemos que o caminho de cada sobrevivente é diferente. Há dias que são mais “leves” e outros que podem trazer recordações e sentimentos dolorosos. Em todos eles, o mais importante é lembrar que ninguém precisa de enfrentar estas experiências sozinho e que pode contar connosco.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>978 homens vítimas de abuso sexual pediram ajuda à Quebrar o Silêncio</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/978-homens-vitimas-de-abuso-sexual-pediram-ajuda-a-quebrar-o-silencio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 00:01:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Extorsão Sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violação de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[A Quebrar o Silêncio registou, em 2025, um total de 283 pedidos de ajuda, o número mais elevado desde a sua fundação em 2017, dos quais 154 correspondem a homens sobreviventes de violência sexual. &#160; Em 9 anos de atividade, 978 homens e rapazes vítimas de violência sexual procuram ajuda à Quebrar o Silêncio. &#160; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Quebrar o Silêncio registou, em 2025, um total de<strong> 283 pedidos de ajuda, o número mais elevado desde a sua fundação em 2017</strong>, dos quais<strong> 154 correspondem a homens sobreviventes de violência sexual</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<h4>Em 9 anos de atividade, 978 homens e rapazes vítimas de violência sexual procuram ajuda à Quebrar o Silêncio.</h4>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>A associação destaca o aumento de 37% nos pedidos de ajuda, em particular o <strong>crescimento abrupto e preocupante dos crimes de extorsão sexual. </strong>Em 2025, foram registados 67 casos de extorsão sexual, dos quais <strong>51 foram homens, o que representa um aumento de 5000% face ao ano anterior</strong> de 2024.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A média de idades dos homens situa-se nos 38 anos numa amplitude etária alargada, entre os 14 e os 70 anos, desmontando a ideia errada de que a violência sexual contra homens é um crime limitado à infância, atravessando, sim, as diferentes fases de vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embora maioritariamente masculina, <strong>a violência sexual não é praticada exclusivamente por homens</strong>. Em 2025, sempre que foi possível identificar o sexo do abusador, os dados da Quebrar o Silêncio indicam que 65% foram homens e 35% mulheres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para assinalar o seu 9.º aniversário, realizamos, hoje, 6 de fevereiro, um evento <em>online</em>, onde será apresentada a análise dos crimes sexuais contra homens e rapazes referente ao ano de 2025, bem como a <strong>nova campanha de sensibilização da associação &#8220;Quem é que…&#8221;</strong>.</p>
<p>Podem ver o vídeo aqui:</p>
<p><iframe title="&quot;Quem é que…&quot; — nova campanha da Quebrar o Silêncio" width="800" height="450" src="https://www.youtube.com/embed/rnyBwg3iAO8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O evento culminará com o painel <strong><em>«Extorsão Sexual e Masculinidades»</em></strong>, que contará com a participação de <strong>Ricardo Vieira</strong>, inspetor da Polícia Judiciária, <strong>Paula Cosme Pinto</strong>, ex-jornalista e ativista pela igualdade, e <strong>Filipa Carvalhinho</strong>, coordenadora do Gabinete de Psicologia e Apoio à Vítima da Quebrar o Silêncio.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sabe o que é incesto emocional?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/sabe-o-que-e-incesto-emocional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 11:04:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Incesto]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Incesto emocional pode ser descrito como a proximidade emocional e sexualizada por parte dos cuidadores, e por isso inadequada e imprópria, em relação à criança e ao papel que esta desempenha na família. Mesmo que não se concretize no abuso sexual físico, o incesto emocional (ou camuflado) trata-se de um modelo de relação pouco saudável [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Incesto emocional pode ser descrito como a </span><b>proximidade emocional e sexualizada por parte dos cuidadores, e por isso inadequada e imprópria, em relação à criança e ao papel que esta desempenha</b><span style="font-weight: 400;"> na família. Mesmo que não se concretize no abuso sexual físico, o incesto emocional (ou camuflado) trata-se de um modelo de relação pouco saudável em que os pais e/ou cuidadores esbatem os limites dos seus papéis e responsabilidades, e elevam a criança ao nível de parceiro. Mesmo que as pessoas adultas não tenham perceção e consciência dos seus atos, esta proximidade pode ter consequências devastadoras e afetar o desenvolvimento saudável da criança.</span></p>
<blockquote>
<h4><i><span style="font-weight: 400;">«O bem-estar e as necessidades emocionais dos pais vêm sempre em primeiro lugar.»</span></i></h4>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Nestes casos, as crianças não são protegidas e cuidadas, mas sim levadas a inverter os papéis e a assumir o lugar de cuidador dos próprios progenitores (parentificação), sendo solicitadas para ajudar na resolução de problemas (emocionais, íntimos, etc) e até mesmo para dar conselhos românticos. Neste modelo de relação é comum que as crianças não vejam as suas necessidades asseguradas, pois no centro desta dinâmica familiar estão só as necessidades dos pais.</span></p>
<blockquote>
<h4><i><span style="font-weight: 400;">«O incesto emocional pode afetar o desenvolvimento saudável da criança e ter consequências devastadoras.»</span></i></h4>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a criança, esta relação é imensamente confusa visto que a deixa sem saber qual é o seu lugar e também quais são os limites do que é inadequado e impróprio na relação que os pais ou cuidadores estabelecem com ela. É possível que desenvolva na criança um sentimento de responsabilização pelo bem estar dos progenitores que pode gerar sentimentos de culpa.</span></p>
<blockquote>
<h4><i><span style="font-weight: 400;">«O incesto emocional não requer contacto físico»</span></i></h4>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Sinais de incesto emocional</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O incesto emocional pode ter uma carga altamente sexualizada. Por exemplo quando os pais:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">invadem a privacidade da criança e não respeitam os limites do seu corpo, fazendo referências ou comentários sexualizados sobre o corpo da criança.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dormem na mesma cama com ela até a uma idade avançada.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">têm conversas sobre encontros sexuais que tiveram ou levam a criança para encontros amorosos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">romantizam e sexualizam a relação sem nunca haver uma concretização propriamente física, o que resulta num estado de confusão da criança relativamente à relação que os pais têm com ela ou qual o seu papel nessa relação. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">confidenciam com a criança algo íntimo e sexual, cujo teor pode ser incompreensível para ela, levando-a a sentir que tem um papel diferente, especial ou até mesmo privilegiado.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros sinais que podem ser comuns são quando os pais:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">pedem que o filho os conforte (desabafam ou choram para chamar a atenção da criança);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">partilham segredos íntimos e de teor sexualizado (ex: fazer queixas sobre a vida sexual dos próprios pais);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">centram a atenção da criança neles, desencorajando que ela tenha amizades com os seus pares;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">demonstram ciúmes quando a criança passa tempo longe deles ou quando a criança apresenta mais autonomia e desejo de liberdade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">usam a criança como fonte de elogios, glorificação e reforço emocional.</span></li>
</ul>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3><b>Consequências do incesto emocional</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como consequência é comum que a criança:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">se sinta mais adulta do que os seus pares e sinta ter mais maturidade do que na realidade tem.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">passe a ser o “ombro amigo” e seja usada quando os cuidadores precisam, quando confidenciam pormenores das suas vidas que não contam a mais ninguém, o que pode contribuir para que ela se sinta, a determinada altura, especial.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">seja negligenciada e em detrimento do bem-estar dos cuidadores.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">não tenha o tempo necessário com os seus pares nem desenvolva relações de amizade saudáveis.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">se sinta responsável pelas emoções dos outros e pelo bem-estar das outras pessoas, acabando por desenvolver atitudes de constante cuidado para com e de tentar agradar ao outro.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">desenvolva sentimentos ambivalentes de amor/ódio pelo progenitor que pratica incesto emocional.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">venha a ter problemas de gestão e regulação das emoções, afetando o seu desenvolvimento.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">se torne num adulto sem consciência dos seus limites, sem a noção de que pode dizer que «não», tendendo a se anular e se focar apenas no que o outro quer (ex: na gratificação e prazer do outro)</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por último, nestas circunstâncias, é comum a criança tornar-se mais vulnerável à violência sexual. Um abusador pode identificar essa fragilidade e aproximar-se oferecendo atenção, escuta e apoio, assumindo o papel de um adulto de confiança. Esta aproximação é deliberada e visa criar dependência emocional, isolar a criança, ultrapassar limites e, progressivamente, normalizar a sexualização da relação.</span></p>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3><b>Casos reais que chegam à Quebrar o Silêncio</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio, muitos dos homens que foram vítimas de violência sexual relatam que viveram em ambientes familiares pouco centrados nas necessidades da crianças (mesmo que, para terceiros, isso não fosse óbvio) e também com modelos de relação pouco saudáveis, como é o caso do incesto emocional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum serem referidos exemplos de mães que entram sem autorização no banho do filho, já adolescente, com o pretexto de que vão inspecionar e certificar-se que a zona genital está lavada corretamente, mães que dormem na mesma cama com o filho até este ser adulto, ou em que há uma relação com uma carga sexualmente presente que deturpa o papel de filho e o torna num confidente/melhor amigo ou algo mais. Há relatos onde é possível determinar que houve a normalização da nudez (por exemplo um homem adulto que não tem qualquer privacidade ou limites na exposição do seu corpo perante a mãe) e a normalização de conversas acerca da vida sexual e intimidade do homem (perguntas intrusivas sobre relações sexuais que o homem teve).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso das mulheres, existem também casos igualmente desadequados, em que os pais se apresentam como o namorado das filhas, o futuro marido, a cara-metade, ou o seu príncipe, entre outras situações.</span></p>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3><b>Incesto emocional como forma de abuso</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta dinâmica familiar (ainda) não vem referenciada no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais – Quinta Edição (DSM-5), mas não deixa, por isso, de ser alvo de estudo e investigações. Existem teorias e ferramentas para identificar sinais de que possa estar a acontecer e quais as suas consequências como, por exemplo, a escala Childhood Emotional Incest Scale (CEIS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para algumas pessoas o incesto emocional é uma forma de abuso sexual de crianças, para outras não é, mas como Kathy Hardie-Williams refere, não deixa de ser uma forma de abuso e violência contra a criança. Independentemente da posição individual de cada um, não podemos negar a relação que tem com a violência sexual contra crianças, nomeadamente a de criar mais vulnerabilidades para que as crianças sejam vitimadas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3></h3>
<h3><b>Precisa de ajuda?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Se passou por uma relação de incesto emocional ou foi vítima de violência sexual, contacte-nos:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">​910 846 589</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">apoio@quebrarosilencio.pt</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eu fui vítima de vários episódios de abuso sexual e as agressoras foram sempre mulheres — testemunho de Jorge</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/eu-fui-vitima-de-varios-episodios-de-abuso-sexual-e-as-agressoras-foram-sempre-mulheres-testemunho-de-jorge/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 08:19:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violação de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu fui vítima de vários episódios de abuso sexual e as agressoras foram sempre mulheres. Há um ano atrás, era impensável para mim escrever estas palavras na mesma frase: ‘vítima’, ‘abuso’, ‘agressoras’, ‘mulheres’. Quando procurei a Quebrar o Silêncio, era dominado por uma evidente Síndrome de Impostor: sentia que as minhas experiências não eram assim [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu fui vítima de vários episódios de abuso sexual e as agressoras foram sempre mulheres.</p>
<p>Há um ano atrás, era impensável para mim escrever estas palavras na mesma frase: ‘<em>vítima’, ‘abuso’, ‘agressoras’, ‘mulheres’</em>.</p>
<p>Quando procurei a Quebrar o Silêncio, era dominado por uma evidente Síndrome de Impostor: sentia que as minhas experiências não eram assim tão graves, comparadas com a de muitos homens, e que eu estaria a ocupar o lugar de alguém que <em>“merecia mais”</em>. A verdade é que ninguém merece ser abusado sexualmente. E não existe algo como <em>“pouco”</em> ou <em>“muito”</em> abuso.</p>
<p>Mesmo nas primeiras sessões com a Dr.ª Mariana, tinha muita relutância em ver-me como <strong>vítima</strong>. “Eu sou homem.”; “Eu podia ter parado.”; “Eu era fisicamente mais forte.”; ou “Eu sou o culpado.”; eram pensamentos que ruminavam na minha cabeça há anos.</p>
<p>Perceber que ser vítima de abusos sexuais e que nunca foi culpa minha, foi um ensinamento libertador que jamais teria aprendido sem a <strong>Quebrar o Silêncio</strong> e a Dr.ª Mariana.</p>
<p>O primeiro caso de abuso foi com uma professora, aos 11 anos. Só falei dele pela primeira vez, a um amigo, 15 anos mais tarde.</p>
<p>O segundo, foi num relacionamento de um ano e meio com uma mulher de 21: eu tinha 15. Deixando de parte os incontáveis episódios de chantagem emocional (muitos deles a roçar o crime), a relação terminou porque eu recusei a ter sexo com ela &#8211; a reação dela ao meu <em>“Não”</em> foi agredir-me.</p>
<p>O terceiro, quarto e quinto casos, sempre com mulheres, aconteceram aos 24 e 25 anos, com experiências casuais: encheram-me de substâncias para me acordar e ter sexo sem consentimento, tentaram sufocar-me sem aviso, tiraram-me fotografias nu e, o pior, não respeitaram o meu<em> “Não”</em> &#8211; dito de forma repetida &#8211; forçando-se física e psicologicamente em mim e levando-me a ter relações sexuais não consentidas de forma repetida na mesma noite.</p>
<p>Sou, como muitos de nós, um produto de uma sociedade machista. Onde os miúdos não têm informação sobre sinais de abusos sexuais e onde um homem não pode ser vítima de violação de uma mulher. Por isso, nem assumi estes casos, inicialmente, como violência sexual. Eram apenas<em> “experiências más”</em>. E assumi que eu estava destinado a ter mau sexo a minha vida toda. Que o problema era Eu, ou talvez uma qualquer questão metafísica de <em>Karma</em> ou astrologia: mas jamais Elas.</p>
<p>Passei a ver o sexo como uma obrigação e a intimidade como uma ameaça que eu deveria evitar a qualquer custo &#8211; e assim foi durante demasiado tempo.</p>
<p>Duvidei da minha orientação sexual, da minha capacidade de confiar e me ligar emocionalmente às pessoas e, após um período conturbado despontado por uma fratura peniana, perdi o controlo sobre as minhas emoções, entrando num <em>loop </em>de ansiedade, depressão e o início de ideação suicida.</p>
<p>Nunca vou esquecer a noite em que me apercebi pela primeira vez, através da informação no site da Quebrar o Silêncio, que eu poderia ter sido vítima. Senti a dor emocional de todas as experiências de uma só vez. Nunca me senti tão pequeno. Pensava que estava quebrado para sempre. Mas só precisava mesmo de quebrar o silêncio.</p>
<p>A Dr.ª Mariana guiou-me por todo o processo, de altos e baixos, mas muito consistente. E algo foi sarando, lentamente, em mim. Foi das experiências mais transformadoras da minha vida e, hoje, sinto-me um homem novo, mais seguro, mais confiante e conhecedor dos seus limites.</p>
<p><em>A cereja no topo do bolo?</em></p>
<p>Hoje, meses depois de iniciar este processo, estou a conhecer uma mulher incrível. Que me faz sentir que nunca é tarde, que nem todas as mulheres são iguais, que o sexo não é uma performance e que não temos de esconder as nossas cicatrizes de quem em nós só vê amor.</p>
<p>Isto também é possível para ti. Dá o <em>primeiro passo</em>. Eu sei que mete medo, mas podes confiar em mim: <strong>é seguro</strong>.</p>
<p>Jorge, 28 anos</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Crimes sexuais contra crianças envolvendo o adjunto da ex-Ministra da Justiça: um alerta para a realidade dos abusadores na sociedade</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/crimes-sexuais-contra-criancas-envolvendo-o-adjunto-da-ex-ministra-da-justica-um-alerta-para-a-realidade-dos-abusadores-na-sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 12:13:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
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		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[A Quebrar o Silêncio, que presta apoio especializado a homens e rapazes vítimas de violência sexual, acompanha com profunda preocupação as notícias relativas à detenção do adjunto da ex-Ministra da Justiça, suspeito de abuso sexual de crianças e posse de conteúdos de abuso sexual de crianças, incluindo vítimas portuguesas. Este episódio é mais um exemplo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Quebrar o Silêncio, que presta apoio especializado a homens e rapazes vítimas de violência sexual, acompanha com profunda preocupação as notícias relativas à detenção do adjunto da ex-Ministra da Justiça, suspeito de abuso sexual de crianças e posse de conteúdos de abuso sexual de crianças, incluindo vítimas portuguesas.</p>
<p>Este episódio é mais um exemplo alarmante de uma realidade que insistimos em salientar: os abusadores não são figuras marginais, isoladas ou ‘monstros’ que se identificam facilmente pelo ar fortemente suspeito ou asqueroso. Pelo contrário, tratam-se, muitas vezes, de homens social e profissionalmente bem integrados, com carreira, formação, relações sociais e posições de confiança na sociedade.</p>
<h3>A Quebrar o Silêncio destaca que:</h3>
<ul>
<li>não existe um “perfil social” que distinga um abusador de outros homens;</li>
<li>não são identificáveis apenas pela forma como se apresentam ou se comportam em contextos sociais ou profissionais;</li>
<li>podem ocupar cargos públicos, exercer profissões reconhecidas e manter redes de contacto aparentemente reputadas, e, ainda assim, cometer crimes sexuais contra crianças de enorme gravidade.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O caso agora em investigação, em que o suspeito desempenhou funções de adjunto no Ministério da Justiça e terá perpetrado crimes que afetaram pelo menos duas crianças portuguesas, ilustra precisamente a realidade perturbadora da violência sexual contra crianças: homens que parecem “normais”, insuspeitos ou bem-sucedidos e que, nos seus comportamentos privados, violam crianças e jovens.</p>
<p>É fundamental que a sociedade e as instituições não confundam a ‘aparência socialmente aceitável’ com a ausência de risco ou de violência. O estigma social que associa a violência sexual apenas a perfis marginais só contribui para a invisibilidade do crime e para o silenciamento das vítimas. Muitos sobreviventes veem o seu sofrimento intensificado por receio de não serem levados a sério, ou por medo de retaliações sociais ou profissionais.</p>
<p>A Quebrar o Silêncio reafirma que a violência sexual pode ocorrer em qualquer estrato social, em qualquer contexto e perpetrada por pessoas que, externamente, parecem perfeitamente integradas. Esta realidade exige uma resposta coletiva mais informada, mais vigilante e mais comprometida com a proteção das crianças e jovens.</p>
<p>A Quebrar o Silêncio continuará a acompanhar os desenvolvimentos deste caso, apoiando as vítimas e lembrando que a proteção das crianças e jovens deve ser sempre uma prioridade inadiável.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Para lá do dia 18 de novembro e da estatística «1 em cada 5»</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/para-la-do-dia-18-de-novembro-e-da-estatistica-1-em-cada-5/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 07:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Incesto]]></category>
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		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje, 18 de novembro, assinala-se o «Dia para a Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual». Esta data nasce da campanha «UMA em CINCO», do Conselho da Europa, que decorreu entre 2010 e 2015. Se é fundamental reconhecer que «1 em cada 5 crianças é vítima de alguma forma de violência [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, 18 de novembro, assinala-se o «Dia para a Proteção das Crianças contra a Exploração Sexual e o Abuso Sexual». Esta data nasce da campanha «UMA em CINCO», do Conselho da Europa, que decorreu entre 2010 e 2015. Se é fundamental reconhecer que «1 em cada 5 crianças é vítima de alguma forma de violência sexual», é igualmente urgente recordar que passaram mais de dez anos desde então e que os casos de abuso sexual de crianças aumentaram exponencialmente nos últimos anos.</span></p>
<h3><b>Abuso sexual de crianças nos espaços digitais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos EUA, o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC) reportou, em 2024, um aumento de 1325% nos casos de exploração sexual de crianças com recurso à inteligência artificial (IA). Esta entidade recebeu, em média, quase 100 denúncias de extorsão sexual por dia, envolvendo crianças coagidas a produzir conteúdos e materiais pelos próprios meios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Reino Unido, a Internet Watch Foundation (IWF) identificou 291.273 páginas com conteúdos de violência sexual contra crianças em 2024: o maior registo desde o início da sua atividade. A mesma organização verificou ainda um aumento de 380% na criação de conteúdos gerados com IA entre 2023 e 2024.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não estamos perante um mero aumento de denúncias: a quantidade de material abusivo disponível </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;"> disparou. A par da extorsão sexual, multiplicam-se as </span><i><span style="font-weight: 400;">deepfakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> envolvendo crianças e jovens, multiplicando estas formas de violência. Estes números revelam uma rede global de abuso sexual de crianças, hiper-conectada, que excede largamente as estatísticas antigas e exige resposta urgente.</span></p>
<h3><b>Portugal: que prevenção?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Portugal não é exceção, e a situação é igualmente alarmante. Perante estes dados trágicos, impõe-se a pergunta: </span><b>para quando um plano nacional efetivo de prevenção e combate à violência sexual contra crianças?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio e outras entidades defendem, há anos, a criação de um Plano Nacional de Prevenção da Violência Sexual contra Crianças e Jovens — à semelhança do que já existe noutras áreas, como saúde ou segurança —, com uma estratégia ampla, coordenada e sustentada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este plano deve envolver escolas, profissionais de saúde e de justiça, forças policiais e famílias. Deve investir em educação sexual preventiva, formação de educadores e recursos para respostas de apoio especializadas. É também indispensável fortalecer o sistema judicial, garantindo condenações efetivas e eliminando brechas que continuam a permitir a impunidade. Importa ainda regulamentar de forma rigorosa os serviços e plataformas digitais onde estes crimes ocorrem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste dia, não basta «assinalar no calendário»: é preciso agir. Exigimos que o Estado salde a dívida que tem para com as crianças e crie, sem demora, um plano nacional de prevenção e combate à violência sexual contra crianças, com metas claras e recursos adequados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não podemos permitir que a normalização destes números nos cegue para a realidade: cada número é uma criança, uma vida marcada, uma história que deve ser ouvida, reconhecida e protegida. E cada criança merece proteção ativa, agora.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Novo testemunho</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/novo-testemunho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 11:27:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Incesto]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violação de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Partilhamos hoje, um novo testemunho. Carlos  procurou a ajuda da Quebrar o Silêncio, aos 36 anos, por ter sido violado em criança. Hoje diz-nos com orgulho «estou melhor do que nunca, e foi por toda a ajuda que recebi da Quebrar o Silêncio durante estes últimos meses.» &#160; Leiam as palavras de Carlos: Sou um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Partilhamos hoje, um novo testemunho. Carlos  procurou a ajuda da Quebrar o Silêncio, aos 36 anos, por ter sido violado em criança. Hoje diz-nos com orgulho «estou melhor do que nunca, e foi por toda a ajuda que recebi da Quebrar o Silêncio durante estes últimos meses.»</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leiam as palavras de Carlos:</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sou um imigrante a morar em Portugal há 10 anos. Além das dificuldades de ser imigrante, comigo esteve sempre o peso de ter sofrido violência sexual por muitos anos quando era miúdo, e não saber quanto do que sofri realmente tinha superado ou estava só a aparentar e manter muitos dos traumas dentro de mim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sofri violação por parte de um familiar até os 10 anos, e embora sempre soube que algo estava errado em tudo isso, nunca consegui dizer aos meus pais o que estava a acontecer. Ele usou sempre as suas palavras e &#8220;amizade&#8221; para fazer tudo o que queria comigo, como se estivesse bem, e isso bem fez que a minha personalidade ficasse afetada: tornei-me um miúdo muito tímido e não gostava de conhecer pessoas novas nem fazer muita conversa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu sabia que o único mundo de segurança era o meu quarto e tentava não sair daí. Assim passei toda a minha adolescência até chegar à universidade, onde por fim perdi a timidez, e acreditei que os traumas que tinha sofrido pelas violações tinha ido embora. Por muitos anos achei que fui feliz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cheguei aos 30 anos, e comecei a ter problemas nas relações sexuais e tive disfunção erétil. Foi quando me apercebi de que tinha dentro de mim muitas coisas que nunca foram atendidas e soube que precisava de ajuda. Passaram muitos anos até chegar a encontrar os serviços da Quebrar o Silêncio. Foi só através de um amigo que me os recomendou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o processo de atendimento desde o começo foi maravilhoso. Desde o primeiro momento fizeram-me sentir confortável num processo que é de tudo menos confortável, e isso já vale para muito. Tivemos dias em que aprofundámos muito o que eu sofri quando era miúdo, mas outros dias também falamos em coisas que me acontecem que não tem de ver com as violações porque afinal também é saúde mental, e me fazia sentir muito mais seguro neste processo terapêutico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final eu consegui ver que tinha melhorado muito, especialmente como agora eu valido-me a mim próprio e sou consciente das coisas que preciso para cuidar de mim mesmo, e estar bem comigo. Sei como pôr limites e respeitar-me a mim próprio e fazer-me respeitar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Consegui tudo isto com a ajuda da Quebrar o Silêncio e não posso estar mais agradecido, foram a ajuda que sempre procurei e agora sinto-me como nunca me senti antes. Estou muito feliz de ter sido ajudado por vocês e estou seguro do meu próprio bem-estar. Muito obrigado!</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Quebrar o Silêncio apela à TVI à inclusão de advertência na telenovela Terra Forte</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/quebrar-o-silencio-apela-a-tvi-a-inclusao-de-advertencia-na-telenovela-terra-forte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 11:24:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[António Capelo]]></category>
		<category><![CDATA[Assédio sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violação de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[Face às acusações públicas contra o ator António Capelo, a Quebrar o Silêncio apela à produtora Plural Entertainment, à Prime Video e à TVI para que seja inserida uma advertência antes de cada episódio da telenovela Terra Forte, cuja estreia está prevista para meados de outubro. A presença de António Capelo em horário nobre, na [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Face às acusações públicas contra o ator António Capelo, a Quebrar o Silêncio apela à produtora Plural Entertainment, à Prime Video e à TVI para que seja inserida uma advertência antes de cada episódio da telenovela </span><i><span style="font-weight: 400;">Terra Forte</span></i><span style="font-weight: 400;">, cuja estreia está prevista para meados de outubro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de António Capelo em horário nobre, na televisão nacional, poderá afetar profundamente sobreviventes de violência sexual, desencadeando mal-estar, revivência de memórias traumáticas e sentimentos de invalidação das suas vozes e denúncias. Para estas pessoas, ver um alegado agressor em espaços de destaque pode intensificar o sofrimento e gerar a perceção de que a sua experiência é secundarizada, perdendo relevância face ao entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio compreende que a exibição da telenovela </span><i><span style="font-weight: 400;">Terra Forte </span></i><span style="font-weight: 400;">faça parte da grelha televisiva e reconhece que as acusações se tornaram públicas apenas recentemente. No entanto, precisamente por essa razão, considera fundamental que o grupo Media Capital — através da Plural Entertainment e da TVI — introduza uma advertência informativa antes de cada episódio, acompanhada dos contactos das organizações de apoio especializadas, nomeadamente Quebrar o Silêncio, AMCV e UMAR EIR. Trata-se de uma prática já adotada em vários países e que constitui um sinal de responsabilidade e compromisso social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este gesto simples, mas essencial, demonstra respeito pelas vítimas e contribui para uma cultura mediática mais consciente e responsável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio propõe-se a ajudar, em diferentes capacidades, avançando, desde já com uma proposta da advertência a incluir:</span></p>
<p><b>O assédio e o abuso sexual são crimes graves, com potencial traumático que pode devastar profundamente a vida das vítimas.</b></p>
<p><b>Se é ou foi vítima ou conhece alguém que o tenha sido, saiba que não está sozinho. Peça ajuda:</b></p>
<p><b>📞 Quebrar o Silêncio (apoio para homens e rapazes vítimas de abusos sexuais) — 910 846 589 — apoio@quebrarosilencio.pt</b></p>
<p><b>📞 Associação de Mulheres contra a Violência — 962 048 272 — ca@amcv.org.pt</b></p>
<p><b>📞 UMAR Eir – 914 736 078 — 220 933 787 —eir.centro@gmail.com</b></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vida depois do trauma: confiar sem olhar por cima do ombro</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/vida-depois-do-trauma-confiar-sem-olhar-por-cima-do-ombro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2025 09:06:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violação de homens]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Quebrar o Silêncio, acompanhamos de perto o percurso de muitos homens que viveram experiências profundamente marcantes de violência sexual. Sabemos que o caminho da recuperação nem sempre é linear. Por vezes, é duro, exigente, e cheio de hesitações. Mas também sabemos, por escuta direta, que vale a pena. Não porque a memória do trauma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio, acompanhamos de perto o percurso de muitos homens que viveram experiências profundamente marcantes de violência sexual. Sabemos que o caminho da recuperação nem sempre é linear. Por vezes, é duro, exigente, e cheio de hesitações. Mas também sabemos, por escuta direta, que vale a pena. Não porque a memória do trauma se apaga, mas porque deixa de comandar a vida.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Sinto que agora posso caminhar pela rua sem precisar de olhar por cima do ombro. O medo já não manda em mim.»</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo dos anos, são muitos os sobreviventes que partilham connosco o alívio, a leveza e a liberdade que voltaram a sentir depois de terminar o processo terapêutico. São testemunhos que nos lembram que, apesar de tudo, a esperança não é uma ideia abstrata — é uma realidade possível.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Achei que nunca mais ia confiar em ninguém. Mas a verdade é que, com tempo e apoio, recuperei amizades, fiz novas, e deixei de me sentir constantemente em alerta.»</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Estes relatos revelam um ponto comum: a mudança é real. Viver depois do trauma é possível. Mais do que isso, é transformador. Muitos dos homens que nos procuram referem que, após o processo terapêutico, conseguem sentir-se mais inteiros, com mais clareza sobre o que lhes aconteceu e sobre o que merecem. Voltam a sorrir com genuinidade. A apaixonar-se. A dormir sem pesadelos. A fazer planos — não para fugir, mas para viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Depois de anos a viver em modo sobrevivência, sinto que agora estou, finalmente, a viver a minha vida.»</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante dizê-lo: o processo de apoio psicológico pode trazer momentos dolorosos , sim. Toca em feridas antigas, confronta silêncios longos, obriga à verdade. Mas não é um processo solitário. É feito lado a lado, ao ritmo de cada um, com escuta e validação. E o que está do outro lado compensa.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Pela primeira vez, senti que alguém me ouvia sem querer saber todos os pormenores. Isso fez toda a diferença.»</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da Quebrar o Silêncio não apaga o passado. Mas ajuda a ressignificá-lo. A dar nome, a encontrar sentido, a recuperar controlo. A verdade é que são os próprios homens que o dizem:</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">«Procurar a Quebrar o Silêncio foi a melhor decisão da minha vida.»</span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>URGENTE: prevenção do abuso sexual de crianças</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/urgente-prevencao-do-abuso-sexual-de-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 09:15:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Incesto]]></category>
		<category><![CDATA[Quebrar o Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Trauma]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra crianças]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Abril é o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância. Para a Quebrar o Silêncio, é urgente que se reconheça, cada vez mais, a realidade do abuso sexual de crianças, a gravidade dos números e as consequências devastadoras que acarreta para o seu desenvolvimento e bem-estar ao longo da vida. Em 2015, o Conselho da Europa alertava [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abril é o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância.</p>
<p>Para a Quebrar o Silêncio, é urgente que se reconheça, cada vez mais, a realidade do abuso sexual de crianças, a gravidade dos números e as consequências devastadoras que acarreta para o seu desenvolvimento e bem-estar ao longo da vida.</p>
<p>Em 2015, o <a href="https://www.coe.int/en/web/children/underwear-rule" target="_blank" rel="noopener">Conselho da Europa</a> alertava para um dado alarmante:<strong> 1 em cada 5 crianças na Europa é, foi ou será vítima de violência sexual</strong>. Contudo, o próprio organismo reconhece que &#8220;este número pode estar drasticamente subestimado devido à escassez de denúncias.&#8221; A Quebrar o Silêncio partilha dessa avaliação — a realidade é muito mais vasta do que os números revelam.</p>
<p>Desde então, os casos de abuso sexual em ambientes digitais dispararam. A pandemia obrigou os perpetradores a adaptarem-se, tornando-se mais engenhosos na forma como se aproximam das crianças. Também se regista um aumento preocupante da violência sexual entre pares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>
<strong>Perante este cenário, defendemos que o Estado Português deve:</strong></h3>
<ul>
<li>Criar políticas públicas específicas que promovam <strong>respostas especializadas em matéria de violência sexual</strong>.</li>
<li>Implementar uma <strong>Rede Nacional de Apoio Especializado a Vítimas de Violência Sexual, autónoma e independente da atual RNAVV</strong>D.</li>
<li>Desenvolver um <strong>Plano Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso Sexual de Crianças</strong>.</li>
<li><strong>Abolir os prazos de prescrição e de denúncia</strong> para os crimes sexuais contra crianças, à semelhança do que já acontece noutros países. Muitos sobreviventes só conseguem denunciar décadas depois — quando finalmente se sentem preparados, já não o podem fazer. Manter limites temporais apenas protege os agressores e perpetua o abuso.</li>
<li><strong>Formar profissionais</strong> da saúde, justiça, educação e intervenção social (e outros) sobre violência sexual contra crianças e trauma.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Violência sexual nos ambientes digitais</h3>
<p>Em relação ao abuso sexual de crianças online, é importante recordar alguns factos:</p>
<ul>
<li>Em 2022, a <a href="https://eur-lex.europa.eu/legal-content/EN/TXT/?uri=COM%3A2022%3A209%3AFIN&amp;qid=1652451192472" target="_blank" rel="noopener">Comissão Europeia propôs um regulamento</a> que obriga os prestadores de serviços digitais (como a Meta, Google, entre outros) a prevenir, detetar, reportar e remover materiais de abuso e exploração sexual de crianças (MAESC / CSAM em inglês). Estas empresas têm responsabilidade na disseminação destes materiais. Enquanto não existirem regras claras e vinculativas, continuarão a agir sem escrutínio — e as crianças não podem depender das «boas intenções» das operadoras. A regulamentação deve ser firme e eficaz.</li>
<li>O volume de MAESC disponível online é colossal e em constante expansão. Esta situação é ainda mais grave com a utilização de inteligência artificial (IA) para gerar imagens hiper-realistas de abuso sexual de crianças. Estas imagens são praticamente indistinguíveis de imagens reais, o que representa um enorme desafio para as autoridades — tanto para identificar se as vítimas são reais como para investigar os crimes.</li>
<li>Na dark web, proliferam fóruns onde se partilham instruções detalhadas sobre como criar, modificar e disseminar este tipo de imagens, bem como métodos para contornar salvaguardas tecnológicas.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Números que não se podem ignorar</h3>
<p>A Internet Watch Foundation (IWF) <a href="https://www.iwf.org.uk/media/q4zll2ya/iwf-ai-csam-report_public-oct23v1.pdf" target="_blank" rel="noopener">analisou <strong>11 108 imagens geradas por IA</strong></a> publicadas num único fórum da dark web, durante o mês de setembro de 2023. Eis o que foi identificado:</p>
<ul>
<li>2 978 dessas imagens eram material de abuso sexual infantil (MAESC);</li>
<li>2 562 eram tão realistas que a lei teria de as considerar como imagens reais;</li>
<li>564 foram classificadas como Categoria A — o nível mais grave, que pode incluir violação, tortura sexual e bestialidade;</li>
<li>1 372 retratavam crianças com idades entre os 7 e os 10 anos;</li>
<li>143 mostravam crianças entre os 3 e os 6 anos e 2 imagens retratavam bebés com menos de 2 anos.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Guia para a prevenção da violência sexual contra crianças</h3>
<p>Descarregue o nosso <a href="https://www.quebrarosilencio.pt/wp-content/uploads/2023/11/guia-prevencao-da-vscc-web.pdf"><strong>Guia para Profissionais</strong></a> com os princípios básicos para prevenir a violência sexual: conhecer, identificar e agir.</p>
<p>Este guia destina-se a todos os profissionais que trabalham com crianças — da educação (docentes e não-docentes) à medicina (sobretudo pediatria), passando por campos de férias, escuteiros, igrejas, ATL e outras áreas de contacto directo com crianças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>A violência sexual contra crianças é real e uma violação dos direitos humanos das crianças.</strong></h4>
]]></content:encoded>
					
		
		
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	</channel>
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