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	<title>Orientação sexual &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<description>Apoio para homens e rapazes vítimas de violência sexual</description>
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	<title>Orientação sexual &#8211; Quebrar o Silêncio</title>
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	<item>
		<title>Quem são os homens e rapazes que procuram a Quebrar o Silêncio?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/quem-sao-os-homens-e-rapazes-que-procuram-a-quebrar-o-silencio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 09:25:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Incesto]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando se fala de homens vítimas de violência sexual, muitas pessoas imaginam alguém distante, à margem da sociedade, com ar “traumatizado” e que seja facilmente identificável. Continuam a persistir ideias erradas sobre quem pode ser vítima, como se existisse um “tipo” específico de homem que sofre violência sexual. Mas a verdade é que estes homens [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se fala de homens vítimas de violência sexual, muitas pessoas imaginam alguém distante, à margem da sociedade, com ar “traumatizado” e que seja facilmente identificável. Continuam a persistir ideias erradas sobre quem pode ser vítima, como se existisse um “tipo” específico de homem que sofre violência sexual.</p>
<p>Mas a verdade é que estes homens não vivem noutra realidade. Não têm uma aparência específica. Não carregam um sinal visível que os identifique.</p>
<h5><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rnyBwg3iAO8" target="_blank" rel="noopener"><strong>São os homens que fazem parte da nossa vida quotidiana.</strong></a></h5>
<p>São os nossos amigos, colegas de trabalho, familiares, vizinhos. São os homens com quem trabalhamos, com quem nos cruzamos no café, no supermercado, no ginásio ou no comboio.</p>
<p>São CEOs de empresas, professores, médicos, enfermeiros, investigadores, artistas, estudantes, empregados de mesa, motoristas, atletas, políticos, técnicos, músicos e desempregados. São figuras públicas e homens anónimos. Alguns vivem rodeados de pessoas; outros vivem isolados.</p>
<p>Há sobreviventes solteiros, casados, divorciados, pais, avôs, jovens adultos e homens mais velhos. Alguns são extrovertidos e faladores; outros introvertidos e reservados. Há quem tenha uma vida social intensa e quem evite contacto com outras pessoas. Há homens que parecem “fortes”, confiantes e seguros. Há outros visivelmente marcados pela ansiedade, pela insegurança ou pelo medo.</p>
<p>Há sobreviventes heterossexuais, gays, bissexuais, pansexuais e homens que não se identificam com qualquer etiqueta ou definição específica da sua sexualidade. A violência sexual atravessa todas as orientações sexuais e identidades, embora continue a existir a ideia errada de que determinados homens estão mais “protegidos” ou menos vulneráveis à violência.</p>
<p>Existem sobreviventes apaixonados por cinema, música, desporto, literatura, natureza ou tecnologia. Alguns conseguem manter rotinas e relações estáveis; outros vivem em permanente sensação de desconexão consigo próprios e com os outros.</p>
<p>A violência sexual não escolhe profissão, personalidade, estatuto social, orientação sexual, corpo, masculinidade ou estilo de vida. Mas os sobreviventes tornam-se especialistas em esconder aquilo que sentem. Há homens que sorriem enquanto vivem com a sensação de que estão profundamente destruídos por dentro.</p>
<p>Há homens que trabalham, fazem piadas, cuidam dos filhos e mantêm conversas banais enquanto carregam memórias traumáticas que nunca partilharam com ninguém. Durante anos, muitos acreditam que estão sozinhos. Que aquilo que viveram é tão sujo e tão hediondo que não poderá ser falado. Que ninguém os irá compreender ou acreditar.</p>
<p>É precisamente por isso que os mitos são tão perigosos. Porque afastam os homens do reconhecimento da violência e do acesso a apoio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Vítimas ou sobreviventes?</strong></h4>
<p>Quando imaginamos que uma vítima tem de parecer frágil, vulnerável ou permanentemente destruída, ignoramos a realidade complexa do trauma. Muitos sobreviventes aprendem a sobreviver funcionando. Outros desligam-se emocionalmente. Outros oscilam entre períodos de aparente estabilidade e sofrimento intenso.</p>
<p>Não existe uma única forma de ser sobrevivente. Não existe um guião para as vítimas nem um guião para a sobrevivência.</p>
<p>E talvez a pergunta mais importante não seja “quem são estes homens?”, mas sim: quantos deles vivem em silêncio à nossa volta sem que alguma vez encontrem nas pessoas que os rodeiam a segurança necessária para partilhar as suas histórias de abuso?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Reconhecer isto é fundamental para combater a invisibilidade da violência sexual contra homens e rapazes. Porque enquanto continuarmos à procura de uma imagem estereotipada da vítima, continuaremos a falhar em ver as pessoas reais que passaram por abusos sexuais e experiências traumáticas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eu fui vítima de vários episódios de abuso sexual e as agressoras foram sempre mulheres — testemunho de Jorge</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/eu-fui-vitima-de-varios-episodios-de-abuso-sexual-e-as-agressoras-foram-sempre-mulheres-testemunho-de-jorge/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 08:19:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Abuso sexual de crianças]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu fui vítima de vários episódios de abuso sexual e as agressoras foram sempre mulheres. Há um ano atrás, era impensável para mim escrever estas palavras na mesma frase: ‘vítima’, ‘abuso’, ‘agressoras’, ‘mulheres’. Quando procurei a Quebrar o Silêncio, era dominado por uma evidente Síndrome de Impostor: sentia que as minhas experiências não eram assim [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu fui vítima de vários episódios de abuso sexual e as agressoras foram sempre mulheres.</p>
<p>Há um ano atrás, era impensável para mim escrever estas palavras na mesma frase: ‘<em>vítima’, ‘abuso’, ‘agressoras’, ‘mulheres’</em>.</p>
<p>Quando procurei a Quebrar o Silêncio, era dominado por uma evidente Síndrome de Impostor: sentia que as minhas experiências não eram assim tão graves, comparadas com a de muitos homens, e que eu estaria a ocupar o lugar de alguém que <em>“merecia mais”</em>. A verdade é que ninguém merece ser abusado sexualmente. E não existe algo como <em>“pouco”</em> ou <em>“muito”</em> abuso.</p>
<p>Mesmo nas primeiras sessões com a Dr.ª Mariana, tinha muita relutância em ver-me como <strong>vítima</strong>. “Eu sou homem.”; “Eu podia ter parado.”; “Eu era fisicamente mais forte.”; ou “Eu sou o culpado.”; eram pensamentos que ruminavam na minha cabeça há anos.</p>
<p>Perceber que ser vítima de abusos sexuais e que nunca foi culpa minha, foi um ensinamento libertador que jamais teria aprendido sem a <strong>Quebrar o Silêncio</strong> e a Dr.ª Mariana.</p>
<p>O primeiro caso de abuso foi com uma professora, aos 11 anos. Só falei dele pela primeira vez, a um amigo, 15 anos mais tarde.</p>
<p>O segundo, foi num relacionamento de um ano e meio com uma mulher de 21: eu tinha 15. Deixando de parte os incontáveis episódios de chantagem emocional (muitos deles a roçar o crime), a relação terminou porque eu recusei a ter sexo com ela &#8211; a reação dela ao meu <em>“Não”</em> foi agredir-me.</p>
<p>O terceiro, quarto e quinto casos, sempre com mulheres, aconteceram aos 24 e 25 anos, com experiências casuais: encheram-me de substâncias para me acordar e ter sexo sem consentimento, tentaram sufocar-me sem aviso, tiraram-me fotografias nu e, o pior, não respeitaram o meu<em> “Não”</em> &#8211; dito de forma repetida &#8211; forçando-se física e psicologicamente em mim e levando-me a ter relações sexuais não consentidas de forma repetida na mesma noite.</p>
<p>Sou, como muitos de nós, um produto de uma sociedade machista. Onde os miúdos não têm informação sobre sinais de abusos sexuais e onde um homem não pode ser vítima de violação de uma mulher. Por isso, nem assumi estes casos, inicialmente, como violência sexual. Eram apenas<em> “experiências más”</em>. E assumi que eu estava destinado a ter mau sexo a minha vida toda. Que o problema era Eu, ou talvez uma qualquer questão metafísica de <em>Karma</em> ou astrologia: mas jamais Elas.</p>
<p>Passei a ver o sexo como uma obrigação e a intimidade como uma ameaça que eu deveria evitar a qualquer custo &#8211; e assim foi durante demasiado tempo.</p>
<p>Duvidei da minha orientação sexual, da minha capacidade de confiar e me ligar emocionalmente às pessoas e, após um período conturbado despontado por uma fratura peniana, perdi o controlo sobre as minhas emoções, entrando num <em>loop </em>de ansiedade, depressão e o início de ideação suicida.</p>
<p>Nunca vou esquecer a noite em que me apercebi pela primeira vez, através da informação no site da Quebrar o Silêncio, que eu poderia ter sido vítima. Senti a dor emocional de todas as experiências de uma só vez. Nunca me senti tão pequeno. Pensava que estava quebrado para sempre. Mas só precisava mesmo de quebrar o silêncio.</p>
<p>A Dr.ª Mariana guiou-me por todo o processo, de altos e baixos, mas muito consistente. E algo foi sarando, lentamente, em mim. Foi das experiências mais transformadoras da minha vida e, hoje, sinto-me um homem novo, mais seguro, mais confiante e conhecedor dos seus limites.</p>
<p><em>A cereja no topo do bolo?</em></p>
<p>Hoje, meses depois de iniciar este processo, estou a conhecer uma mulher incrível. Que me faz sentir que nunca é tarde, que nem todas as mulheres são iguais, que o sexo não é uma performance e que não temos de esconder as nossas cicatrizes de quem em nós só vê amor.</p>
<p>Isto também é possível para ti. Dá o <em>primeiro passo</em>. Eu sei que mete medo, mas podes confiar em mim: <strong>é seguro</strong>.</p>
<p>Jorge, 28 anos</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pratica Chemsex? Tudo bem, vamos falar de segurança?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/pratica-chemsex-tudo-bem-vamos-falar-de-seguranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 10:43:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Chemsex]]></category>
		<category><![CDATA[Consentimento]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Para algumas pessoas, o Chemsex pode ser vivido como uma experiência de libertação, um espaço onde a sexualidade pode atingir um grau de intensidade que, por várias razões, se encontra fora do seu alcance. Na Quebrar o Silêncio não julgamos práticas sexuais nem escolhas individuais, mas queremos trazer à conversa algo que raramente se fala: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para algumas pessoas, o Chemsex pode ser vivido como uma experiência de libertação, um espaço onde a sexualidade pode atingir um grau de intensidade que, por várias razões, se encontra fora do seu alcance. Na Quebrar o Silêncio não julgamos práticas sexuais nem escolhas individuais, mas queremos trazer à conversa algo que raramente se fala: </span><b>o risco de violência sexual nestes contextos</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em redução de riscos no Chemsex, pensa-se sobretudo no uso de substâncias — a qualidade da droga, a dosagem, a origem, o </span><i><span style="font-weight: 400;">drug checking</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas </span><b>a redução de riscos também deve incluir o risco de abuso sexual</b><span style="font-weight: 400;">, que é real e está presente em vários dos relatos dos homens que chegam à Quebrar o Silêncio. A realidade é que a maioria destes homens não fala destas experiências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recebemos, com frequência, homens que foram abusados sexualmente durante festas de Chemsex. Muitos não conseguem reconhecer de imediato que o que viveram foi violência sexual. </span><b>Confundem o abuso com uma «má experiência sexual»</b><span style="font-weight: 400;">, algo que correu mal, que foi desconfortável, confusa, dolorosa, ou até traumática, mas que não se encaixa, à primeira vista, na imagem que têm do que é uma violação ou outros atos de abuso sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte desta dificuldade vem da </span><b>ideia errada de que o consentimento está garantido à partida</b><span style="font-weight: 400;"> por terem aceitado participar ou por terem sido os organizadores da festa, por terem adquirido as substâncias ou por terem dito «sim» no início. No entanto, </span><b>o consentimento (seja de quem convida ou de que é convidado) tem de ser dado de forma livre, informada e contínua; e o consumo de drogas compromete essa liberdade</b><span style="font-weight: 400;">. Se a pessoa está inconsciente, dissociada, excessivamente intoxicada, </span><b>não há consentimento possível</b><span style="font-weight: 400;">. E aqui entramos no domínio da violência sexual e do crime.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também existe o medo do julgamento. Muitos sobreviventes receiam ser culpabilizados por usarem drogas, por terem relações com múltiplas pessoas ou por se envolverem em práticas fora do «aceitável». Receiam os olhares de reprovação de profissionais de saúde, da polícia, da família ou até de pessoas amigas. E assim, o silêncio impõe-se. Um silêncio que protege os agressores e prolonga o sofrimento de quem foi vítima de abuso sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há ainda quem interiorize que </span><b>«faz parte da cultura»</b><span style="font-weight: 400;">, como se fosse inevitável que, mais cedo ou mais tarde, algo corra mal. Como se o abuso fosse o preço a pagar por viver uma sexualidade lida como «fora da norma» ou «libertina». Esta naturalização da violência é uma </span><b>forma perigosa de normalizar a violação em certos contextos</b><span style="font-weight: 400;"> e contribui para a ideia errada de auto culpabilidade da própria vítima, pelo que é urgente combatê-la.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio ajudamos homens e rapazes, bem como pessoas trans e não binárias, que tenham sido abusados sexualmente em contexto de Chemsex.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Quebrar o Silêncio encontram um espaço seguro para falar das experiências sem juízos de valor. Quem nos procura, encontra escuta e empatia. Independentemente das circunstâncias, do grau de envolvimento ou da forma como começou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A culpa nunca é da vítima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A responsabilidade é sempre de quem abusa.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sou heterossexual, mas sinto-me excitado por homens. Terá o abuso influenciado a minha orientação sexual?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/sou-heterossexual-mas-sinto-me-excitado-por-homens-tera-o-abuso-influenciado-a-minha-orientacao-sexual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jul 2025 10:08:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitos dos homens que foram abusados sexualmente são assolados pela dúvida: terá o abuso influenciado a minha orientação sexual? Devido à natureza sexualizada do abuso, é natural que esta questão possa gerar confusão e mal-estar, nomeadamente nos sobreviventes heterossexuais. Quando homens sobreviventes de violência sexual, em particular com orientação heterossexual, relatam sentir excitação (ou a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Muitos dos homens que foram abusados sexualmente são assolados pela dúvida: terá o abuso influenciado a minha orientação sexual? Devido à natureza sexualizada do abuso, é natural que esta questão possa gerar confusão e mal-estar, nomeadamente nos sobreviventes heterossexuais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando homens sobreviventes de violência sexual, em particular com orientação heterossexual, relatam sentir excitação (ou a confundem com interesse) perante outros homens ou situações de teor homoerótico, isso não significa que a sua orientação sexual tenha mudado com o abuso ou que «no fundo tenham desejado» o que lhes aconteceu. É essencial desmontar essa questão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Excitação sexual não indica interesse ou consentimento</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, convém esclarecer que excitação sexual não é, nem representa qualquer forma de consentimento. Não valida o abuso sofrido, não minimiza a dimensão traumática ou deixa de ser crime.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O corpo pode responder fisiologicamente ao estímulo sexual mesmo em situações de ameaça, medo ou abuso. É uma resposta fisiológica e involuntária, muitas vezes interpretada erroneamente como «desejo», «atração» ou como forma de consentimento. Muitos sobreviventes sentem culpa por terem tido ereção, ejaculação ou orgasmo durante o abuso — mas isso não significa que quisessem ou tenham gostado de terem sido abusados sexualmente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O trauma pode distorcer as referências sexuais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos impactos mais complexos da violência sexual — especialmente quando vivida na infância ou adolescência — é como esta pode interferir na construção das referências sexuais e do desejo. O corpo pode ter registado sensações físicas associadas ao abuso, mesmo em contexto de medo, coação ou confusão. Como o cérebro, especialmente em idades precoces, ainda está em desenvolvimento, não consegue separar o que é prazer físico do que é violência, tal como o que são reações automáticas daquilo que é um ato intencional e revelador de desejo. Quando os abusos acontecem antes do sobrevivente ter iniciado a sua vida sexual, e existe a ausência total de um modelo, a experiência do abuso pode passar a ser integrada como a referência do que é o sexo, sexualidade ou envolvimento sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isto pode levar o sobrevivente, mais tarde, a sentir-se atraído, excitado ou intrigado por estímulos que, sabendo ou não, estão associados ao abuso. Não porque deseje ser abusado novamente, mas porque a sua sexualidade foi condicionada em parte pela experiência traumática. O cérebro aprendeu — de forma distorcida — que aquele tipo de interação «faz parte» do erotismo ou da intimidade, ou mesmo que representa a forma como duas pessoas – em especial os homens – interagem entre si. Como se nas relações humanas houvesse sempre uma nuance sexualizada e um jogo de provocação e excitação sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns homens, isso pode traduzir-se numa excitação involuntária perante situações ou circunstâncias que podem evocar contornos experienciados durante o abuso, nomeadamente algum tipo de controlo, humilhação ou dominação do outro sobre o sobrevivente. Noutros casos, pode identificar um padrão de envolvimento com pessoas ou dinâmicas que o deixam desconfortável, mas que parecem, no imediato, estranhamente familiares, intensas e que podem gerar uma forma de entusiasmo. A confusão instala-se: se me excita, será que gosto? Será que quero ou mesmo quis «aquilo»?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estas perguntas, carregadas de culpa e vergonha, são frequentes e profundamente injustas para os homens e rapazes que foram vítimas de abuso sexual. É fundamental compreender que o trauma sexual não afeta apenas a capacidade de confiar, de se sentir seguro ou de viver relações saudáveis. Pode instalar-se também na esfera do desejo. E quando isso acontece, muitos homens vivem em conflito permanente com o próprio corpo, como se este os tivesse traído da verdade e continue a traí-los.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Terá o abuso sexual afetado a minha orientação?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum que homens sobreviventes de abuso sexual se perguntem se o que viveram teve impacto na sua orientação sexual. «Serei gay por causa do que me aconteceu?» ou «Gostaria de mulheres se não tivesse sido abusado?» são perguntas que surgem com frequência, muitas vezes acompanhadas por culpa, confusão ou vergonha. Por esta razão, é fundamental dizê-lo com toda a clareza: não há evidência científica que relacione o abuso sexual com a orientação sexual de uma pessoa. A orientação – seja ela heterossexual, homossexual, bissexual ou outra – não é causada por experiências de abuso. É uma parte natural e complexa da identidade humana, e não o resultado de uma vitimação sexual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também importa sublinhar que a orientação sexual de quem abusa não determina nem «contamina» a da vítima. Um rapaz abusado por um homem não se torna homossexual por isso, tal como um rapaz abusado por uma mulher não se torna heterossexual por essa razão. O que acontece, muitas vezes, é que o abuso introduz medo, repulsa ou confusão em torno da intimidade, o que pode dificultar a vivência plena da sexualidade, mas isso não altera a orientação, apenas complica a forma como ela é percebida, vivida ou expressada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, os abusadores exploram dúvidas já existentes. Sabendo que alguns meninos ou rapazes podem sentir-se «diferentes» ou estar em fase de questionamento, há abusadores que usam essa vulnerabilidade como estratégia de aproximação. Criam uma ligação emocional, validam a diferença, oferecem atenção e afecto — apenas para mais tarde manipular, coagir e abusar. Este tipo de predação reforça, na vítima, a ideia de que o abuso está relacionado com a sua orientação, quando, na realidade, foi a dúvida que foi instrumentalizada para abusar — não a orientação que causou o abuso.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>A vergonha e a confusão fazem parte do processo, mas há soluções</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sentir vergonha por ter ficado excitado durante o abuso, por ter tido fantasias com outros homens ou por se sentir sexualmente estimulado por algo que remete para o trauma, é comum entre homens sobreviventes. Muitos não compreendem as respostas do próprio corpo, e interpretam-nas como prova de que consentiram, quiseram ou «gostaram». Esta vergonha instala-se de forma silenciosa e corrosiva, impedindo-os de falar, de procurar apoio ou de compreender o que verdadeiramente viveram. A cultura de masculinidade dominante — que associa o desejo masculino ao controlo, à iniciativa e à virilidade — só reforça este mal-entendido e isola ainda mais quem sofre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Quebrar o Silêncio ajuda homens sobreviventes a resolver e superar estas e outras questões relacionadas com o abuso. Oferecemos um espaço de escuta e apoio especializado e qualificado. Connosco encontrará um local seguro onde pode falar, ao seu ritmo, sem juízos de valor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O abuso sexual de homens é uma realidade complexa e minada de mitos e ideias. Nós podemos ajudá-lo. Peça ajuda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">📞 910 846 589</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> 📧 apoio@quebrarosilencio.pt</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>“Vejo sexo em todo o lado: será que há algo errado comigo?”</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/vejo-sexo-em-todo-o-lado-sera-que-ha-algo-errado-comigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Aug 2023 09:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Pornografia]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitos homens sobreviventes de violência sexual que procuram o apoio da Quebrar o Silêncio, têm pensamentos sexualizados. Estes pensamentos são intrusivos e recorrentes e podem estar relacionados com memórias de abusos sexuais vividos ou com situações do quotidiano e até envolver pessoas estranhas ou conhecidas. Alguns podem incluir situações e comportamentos relacionados com sexo, nudez, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos homens sobreviventes de violência sexual que procuram o apoio da Quebrar o Silêncio, têm pensamentos sexualizados. Estes pensamentos são intrusivos e recorrentes e podem estar relacionados com memórias de abusos sexuais vividos ou com situações do quotidiano e até envolver pessoas estranhas ou conhecidas. Alguns podem incluir situações e comportamentos relacionados com sexo, nudez, foco obsessivo na região genital, entre outros. Estes pensamentos provocam sentimentos de culpa, vergonha e ansiedade, levando muitos sobreviventes a acreditar que algo muito errado se passa com eles.</p>
<p>Quando estes pensamentos sexualizados envolvem homens, os sobreviventes podem sentir-se confusos relativamente à sua orientação sexual ou colocar em causa a sua masculinidade, em particular se a sua orientação sexual for heterosexual. No entanto, homens homossexuais e bissexuais também podem experienciar o mesmo e sentirem que são mais promíscuos ou que estão a trair o companheiro pelas imagens que surgem na sua mente. Por vezes, estes pensamentos podem desencadear reações físicas inesperadas, como ter uma ereção ou até ejacular, o que reforça dúvidas acerca da sua sexualidade.</p>
<p>Alguns sobreviventes partilham ainda o medo de se tornarem abusadores, o que acaba por influenciar o modo como se comportam e as decisões que tomam na sua vida, como por exemplo evitar estar perto de crianças ou não querer ter filhos. Este medo é na grande maioria infundado por desconhecerem a razão pela qual foram vítimas de abuso sexual e/ou porque razão os abusadores abusam sexualmente. Este desconhecimento acaba por alimentar as suas dúvidas. Na verdade, muitos dos sobreviventes que são pais, estão em alerta e vigilantes a determinadas situações em relação aos filhos devido à sua história de abuso sexual.</p>
<p>A violência sexual é um evento potencialmente traumático e uma das consequências comuns é a hipersexualização. Esta pode manifestar-se através de pensamentos sexualizados intrusivos, frequentes e até obsessivos que podem levar o sobrevivente a sentir necessidade de ter comportamentos como masturbação excessiva ou recurso à pornografia.</p>
<p>Apesar do impacto disruptivo que estes pensamentos podem provocar na vida destes homens, os sobreviventes não têm de viver reféns dos mesmos. Através de um acompanhamento psicológico especializado, é possível compreender a origem dos pensamentos sexualizados enquanto consequência do trauma vivido, tal como, o facto destes pensamentos não estarem relacionados com a orientação sexual e não definirem a identidade do sobrevivente. Para além disso, o apoio permite desconstruir crenças erradas relacionadas com a violência sexual, tais como, acreditar que se alguém passa por uma situação de abuso se vai tornar num abusador.</p>
<p>Com a intervenção especializada em trauma e em violência sexual, o sobrevivente adquire e desenvolve estratégias para gerir estes pensamentos, assim como, as emoções negativas desencadeadas pelos mesmos. Tudo isto permite que o sobrevivente se sinta melhor consigo mesmo, mais seguro e confiante, tendo um impacto positivo na forma como se relaciona com os outros.</p>
<p>Caso se identifique com alguma das situações queremos que saiba que não está sozinho e que na Quebrar o Silêncio podemos ajudá-lo a compreender melhor o que viveu e o impacto que teve na sua vida.<br />
Contacte-nos através da Linha de Apoio 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt.</p>
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		<title>Terá sido abuso? Quando o abuso sexual de homens que têm sexo com homens é invisibilizado</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/tera-sido-abuso-quando-o-abuso-sexual-de-homens-que-tem-sexo-com-homens-e-invisibilizado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2022 11:33:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Chemsex]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Um em cada seis homens é vítima de alguma forma de abuso sexual e para um homem é difícil partilhar a sua história de abuso sexual e procurar apoio, particularmente quando o abuso aconteceu entre homens que têm sexo com homens (HSH). A realidade da violência sexual contra HSH está envolta por um manto de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um em cada seis homens é vítima de alguma forma de abuso sexual e para um homem é difícil partilhar a sua história de abuso sexual e procurar apoio, particularmente quando o abuso aconteceu entre homens que têm sexo com homens (HSH).</p>
<p>A realidade da violência sexual contra HSH está envolta por um manto de silêncio repleto de estigmas, preconceitos e tabus. Sabemos que existem vários HSH que são vítimas de abuso sexual e que são silenciados por vários motivos. Muitas vezes o abuso sexual não é identificado enquanto tal, pois nem sempre é fácil reconhecer que se foi vítima de violência sexual no contexto do relações de intimidade namoro, ou casamento. Muitas vezes estes homens temem serem recebidos com descrença e que não acreditem na sua história de abuso.</p>
<p>Os estigmas e ideias estereotipadas relativamente aos HSH representam um obstáculo à partilha, bem como a moralização (por parte de pessoas amigas e profissionais) sobre determinadas práticas sexuais, preconceitos e valores sociais sobre o papel tradicional do homem.</p>
<p>A violência sexual contra homens que têm sexo com homens pode acontecer em inúmeros contextos, designadamente:</p>
<ul>
<li>relações de intimidade, namoro e casamento,</li>
<li>dating,</li>
<li>encontros casuais, cruising e experiências pontuais,</li>
<li>sessões de <em>Chemsex</em>,</li>
<li>festas de sexo, saunas e clubes de sexo,</li>
<li>apps de hookup e online,</li>
<li>trabalho sexual, exploração sexual e prostituição.</li>
</ul>
<p>De modo a ajudar a identificar estas situações enquanto violência sexual e a facilitar a procura de apoio, criámos um guia que pode ser descarregado no link <a href="https://quebrarosilencio.pt/hsh" target="_blank" rel="noopener">https://quebrarosilencio.pt/hsh.</a></p>
<p>Neste guia, poderá saber mais sobre o que é a violência sexual, consentimento, as diferentes formas de abuso e em que situações e contextos podem acontecer, assim como, o impacto e consequências desta forma de violência. É possível ainda conhecer alguns obstáculos à procura de apoio,  quais os direitos do homem vitimado e os serviços de apoio disponíveis.</p>
<p>Se ao ler o guia se identificar com alguma das situações ou tem dúvidas face ao que viveu, queremos que saiba que não está sozinho. Na Quebrar o Silêncio podemos ajudá-lo a compreender melhor o que aconteceu e a ultrapassar o impacto e consequências que causou.<br />
Contacte-nos através da Linha de Apoio 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt, estamos disponíveis para o receber.</p>
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		<title>“A minha orientação sexual poderá estar relacionada com o abuso?”</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/a-minha-orientacao-sexual-podera-estar-relacionada-com-o-abuso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2022 09:51:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Muitos homens sobreviventes de violência sexual têm dúvidas acerca da sua orientação sexual, questionando-se se esta foi influenciada pelo abuso de que foram vítimas. Estas e outras questões podem gerar confusão, insegurança e sofrimento nos homens e rapazes vítimas de violência sexual. Estas dúvidas e questões são naturais e podem surgir, não só porque o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos homens sobreviventes de violência sexual têm dúvidas acerca da sua orientação sexual, questionando-se se esta foi influenciada pelo abuso de que foram vítimas. Estas e outras questões podem gerar confusão, insegurança e sofrimento nos homens e rapazes vítimas de violência sexual.</p>
<p>Estas dúvidas e questões são naturais e podem surgir, não só porque o abuso envolveu atos sexualizados, como também, pelo facto de na grande maioria dos casos, o abusador ser homem e os sobreviventes não compreenderem a razão pela qual o abusador os “escolheu”.</p>
<p>É importante esclarecer que não há evidências de que o abuso sexual condicione a orientação sexual da vítima. A violência sexual não é sexo, mas sim um crime e uma experiência potencialmente traumática, que muitas vezes envolve questões de poder, submissão e controlo sobre a vítima.</p>
<p>Se é sobrevivente de violência sexual e tem dúvidas sobre a sua orientação sexual ou de como o abuso poderá ter tido  impacto na forma como experiencia a sua intimidade e vida sexual, contacte a Quebrar o Silêncio. Connosco, poderá partilhar e esclarecer qualquer dúvida, sem juízos de valor.</p>
<p>Contacte-nos através da nossa Linha de Apoio 910 846 589 ou através do endereço de email: apoio@quebrarosilencio.pt.</p>
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		<title>Sabe o que é Chemsex? Ou a relação entre Chemsex e violência sexual contra homens?</title>
		<link>https://www.quebrarosilencio.pt/blogue/sabe-o-que-e-chemsex-ou-a-relacao-entre-chemsex-e-violencia-sexual-contra-homens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ângelo Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 11:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[blogue]]></category>
		<category><![CDATA[Chemsex]]></category>
		<category><![CDATA[Orientação sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Violência sexual contra homens]]></category>
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					<description><![CDATA[Chemsex pode ser definido como o consumo de substâncias sexualizadas (nomeadamente GHB/GBL, metanfetamina) com recurso a aplicações de hook up/engate (como o Grindr) e que acontece entre homens que têm sexo com homens (HSH). Violência sexual e outros riscos associados Quando se fala sobre Chemsex há um conjunto de advertências associadas. As principais prendem-se com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Chemsex pode ser definido como o consumo de substâncias sexualizadas (nomeadamente GHB/GBL, metanfetamina) com recurso a aplicações de hook up/engate (como o <em>Grindr</em>) e que acontece entre homens que têm sexo com homens (HSH).</p>
<h3>Violência sexual e outros riscos associados</h3>
<p>Quando se fala sobre Chemsex há um conjunto de advertências associadas. As principais prendem-se com a exposição e transmissão de ISTs (VIH, hepatite C, entre outras) e com a dependência e comportamentos aditivos. Também é possível encontrar alusões a alucinações visuais ou auditivas, surtos psicóticos, níveis altos de ansiedade e sintomatologia depressiva/humor deprimido pós sessões, mas são menos frequentes.</p>
<p>Casos de violência sexual em contexto de Chemsex também existem. No entanto, os homens vitimados nestas situações podem sentir que não foram vítimas por terem consentido participar em sessões de Chemsex ou porque consentiram determinados contactos sexuais (o que não implica um consentimento para todos os contactos que ocorram) ou mesmo porque adquiriram e consumiram substâncias psicoativas.</p>
<p>É importante reconhecer que o estigma e as ideias estereotipadas sobre homossexualidade e HSH, como a moralização de determinadas práticas sexuais, a ocultação destes casos de abuso e silenciamento dos homens vitimados pode ser maior do que se considera, e, em último caso, nestas circunstâncias pode contribuir para o silenciamento das vítimas.</p>
<h3>Independente do que aconteceu, pode procurar apoio</h3>
<p>Se participa em sessões de Chemsex saiba que pode contar com o nosso apoio mesmo que não tenha memória do abuso ou a certeza do que aconteceu. É natural que não consiga recordar ou que esteja a experienciar sentimentos de culpa. O importante é ter acompanhamento para compreender o que está a sentir e ultrapassar o impacto traumático.</p>
<p>Pode contactar a Quebrar o Silêncio através da Linha de Apoio​ 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt. O apoio é gratuito e confidencial, seja presencial ou por videochamada.</p>
<h3>Conheça os seus direitos</h3>
<p>Se pratica chemsex, com um ou mais parceiros, ou tem outras experiências semelhantes, é importante que saiba quais são os seus direitos:</p>
<ul>
<li>Tem direito a cessar, a qualquer momento, o contacto sexual, independentemente do motivo: desconforto, falta de interesse, perda da excitação ou outra razão. Não precisa de justificar.</li>
<li>Tem direito a sair do contexto em segurança.</li>
<li>Tem direito a procurar um serviço de apoio e ser recebido sem juízos de valor.</li>
</ul>
<h3>Que apoio pode ter?</h3>
<p>Além do apoio que a Quebrar o Silêncio presta, sugerimos também que no caso de questões relativas às Infeções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) contacte o <a href="https://www.checkpointlx.com/" target="_blank" rel="noopener">Checkpoint LX</a>. Serviço para HSH para o rastreio rápido, anónimo, confidencial e gratuito do VIH e outras IST, onde encontrará também aconselhamento e referenciação aos cuidados de saúde.</p>
<p>Relativamente ao consumo de substâncias pode contactar a <a href="https://kosmicare.org/" target="_blank" rel="noopener">Kosmicare</a>. Associação que trabalha na cultura de diversão noturna, no consumo de álcool e substâncias. Tem serviços de Drug Checking, informações e consultas dirigidas à integração de experiências difíceis relacionadas com o consumo de substâncias psicoativas. Acesso gratuito, anónimo e confidencial.</p>
<h3>Recursos</h3>
<p>Se faz sexo com homens, faça download do nosso <a href="https://www.quebrarosilencio.pt/wp-content/uploads/2023/06/GUIA_HSH_WEB.pdf">Guia para homens que têm sexo com homens (HSH)</a>.</p>
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